André Luiz precisou receber soro antiescorpiônico e foi intubado após apresentar complicações no coração e nos pulmões.
14 de agosto de 2026 às 11:55 - Atualizado às 11:57
André Luiz de três anos foi picado por um Escorpião-amarelo. Foto: Reprodução
Um menino de 3 anos permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) depois de ser picado por um escorpião dentro da escola onde estuda, em Igarassu, no Grande Recife. O acidente ocorreu no segundo dia da volta às aulas.
André Luiz foi atingido na mão pelo animal na terça-feira, 4 de agosto. Inicialmente, a escola comunicou à família que a criança havia reclamado da picada de um “bichinho”, ainda sem a identificação do escorpião.
Poucos minutos depois, a mãe do menino, Letícia Souza, recebeu outro telefonema. André estava chorando intensamente e se queixava de muita dor.
A família buscou a criança e a levou ao Hospital de Igarassu. Durante o atendimento, o menino começou a vomitar, apresentou salivação excessiva, palidez e sinais de desmaio.
Diante da gravidade do quadro, ele foi transferido para o Hospital da Restauração, no Recife. A unidade é uma das referências estaduais para acidentes com animais peçonhentos envolvendo crianças.
Segundo a mãe, André chegou ao Hospital da Restauração sem responder normalmente aos estímulos. Ele recebeu o soro antiescorpiônico e precisou ser intubado após apresentar comprometimento cardíaco e pulmonar.
Na sexta-feira, 7 de agosto, o menino foi levado ao Pronto-Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco Professor Luiz Tavares (Procape), no bairro de Santo Amaro, área central do Recife.
A transferência ocorreu para que ele recebesse acompanhamento especializado. André já foi extubado, mas continua internado na UTI.
De acordo com Letícia, os exames mais recentes indicaram estabilidade. O ecocardiograma não apresentou alterações, e a criança também teve uma das sondas retiradas.
A equipe médica agora acompanha a recuperação dos efeitos da sedação. A expectativa da família é que André volte a se alimentar normalmente, deixe a terapia intensiva e, posteriormente, receba alta hospitalar.
Depois do acidente, funcionários da escola localizaram o animal. A família foi informada de que se tratava de um escorpião-amarelo.
A Vigilância Ambiental de Pernambuco aponta o escorpião-amarelo-do-Nordeste, da espécie Tityus stigmurus, como o mais comum no estado e o responsável pela maior parte dos acidentes registrados.
Crianças e idosos apresentam maior risco de desenvolver quadros graves. Além da dor intensa, a picada pode provocar náuseas, vômitos, salivação, palidez, agitação, sonolência e alterações cardíacas ou respiratórias.
Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) indicam que Pernambuco registrou 9.932 atendimentos relacionados a picadas de escorpião entre janeiro e julho de 2026.
Durante todo o ano de 2025, foram contabilizados 19.591 atendimentos nas redes pública e privada do estado.
Os escorpiões costumam procurar locais quentes, úmidos e protegidos. Entulhos, restos de obras, lixo acumulado, frestas e objetos guardados por longos períodos podem funcionar como esconderijos.
Mudanças entre os períodos de chuva e estiagem também podem alterar a atividade desses animais, aumentando a possibilidade de encontros com pessoas.
A orientação é procurar atendimento médico imediatamente. Crianças, idosos e pessoas que apresentem vômitos, desmaios, sonolência ou dificuldade para respirar precisam de avaliação urgente.
Não devem ser colocados açúcar, óleo, azeite ou qualquer outra substância caseira no local. Medicamentos também não devem ser administrados por conta própria.
Se for possível fotografar o animal sem se aproximar ou correr riscos, a imagem poderá ajudar na identificação. Não é recomendado tentar capturá-lo quando isso representar perigo de uma nova picada.
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Pernambuco (CIATox-PE) oferece orientação gratuita durante 24 horas pelo telefone 0800 722 6001. A equipe informa qual unidade de saúde deve ser procurada conforme a gravidade e a localização do paciente.
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Segundo a investigação, documentos de movimentações financeiras registravam números de pessoas que morreram há mais de 20 anos.
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