El niño pode trazer riscos ao coração Foto: Freepik
O avanço do El Niño e do calor extremo acende um alerta que vai além das mudanças nas condições meteorológicas. Períodos de temperaturas elevadas, baixa umidade e queimadas exigem maior esforço do organismo para controlar a temperatura corporal e podem trazer riscos especialmente para o coração e o cérebro.
Diante do calor intenso, o corpo promove a vasodilatação, aumenta a circulação de sangue na pele e intensifica a produção de suor. Essas respostas ajudam a dissipar o calor, mas também fazem o coração trabalhar mais.
Quando a transpiração não é acompanhada pela reposição adequada de líquidos, há perda de água e eletrólitos importantes, como sódio e potássio. O quadro pode levar à desidratação e à redução do volume de sangue circulante, situação que merece atenção principalmente entre pessoas com doenças cardiovasculares.
O esforço necessário para manter a temperatura corporal pode acelerar os batimentos e aumentar a demanda de oxigênio do músculo cardíaco.
Em pessoas com condições preexistentes, como aterosclerose, esse desequilíbrio pode favorecer complicações agudas. Entre os problemas apontados pelos especialistas estão arritmias, taquicardia, desmaios e infarto do miocárdio.
Por isso, manter uma ingestão adequada de líquidos ganha importância durante períodos prolongados de temperaturas elevadas.
A exposição intensa ao calor pode provocar diferentes níveis de comprometimento. Na exaustão pelo calor, podem surgir suor intenso, fraqueza, tontura, náusea e pele fria ou úmida.
Diante desses sintomas, a recomendação é procurar um ambiente fresco, ingerir líquidos, afrouxar as roupas e descansar.
Já o golpe de calor, também conhecido como choque térmico, é uma situação mais grave. A temperatura corporal pode ultrapassar 40°C, acompanhada de pele quente e seca, confusão mental, perda de consciência e convulsões. O quadro é considerado uma emergência médica e requer atendimento imediato.
O sistema neurológico também pode sofrer consequências da exposição ao calor. Alterações na circulação sanguínea e no equilíbrio do organismo podem favorecer a formação de coágulos.
Estudos científicos apontam associação entre temperaturas elevadas e maior ocorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC), tanto isquêmico quanto hemorrágico.
Além disso, condições neurológicas como crises epilépticas, enxaqueca, Parkinson e esclerose múltipla podem apresentar agravamento durante períodos de temperaturas extremas.
Outro fator de preocupação é a combinação do calor com a fumaça das queimadas. O material particulado fino pode alcançar profundamente o sistema respiratório e desencadear processos inflamatórios.
Em pessoas mais suscetíveis, esse cenário pode aumentar a tendência de coagulação do sangue e contribuir para eventos cardiovasculares e cerebrovasculares.
Entre as principais medidas preventivas estão manter hidratação constante, evitar exercícios físicos intensos e exposição direta ao sol entre 10h e 16h, utilizar roupas leves e permanecer, sempre que possível, em ambientes ventilados ou climatizados. Alimentação leve e redução do consumo de bebidas alcoólicas também são recomendadas.
Sintomas como tontura, fraqueza intensa, dor de cabeça, náusea, cãibras, palpitações e queda da pressão indicam que o organismo pode estar sofrendo com o calor.
Já confusão mental, convulsões, desmaios, dor no peito, falta de ar intensa, perda de força ou alteração da fala são sinais de maior gravidade e exigem avaliação médica imediata.
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Fonte: OpenWeather
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