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Venezuela busca apoio da Rússia e da China contra pressão dos EUA

Documentos obtidos pelo The Washington Post indicam que o governo venezuelano solicitou ajuda militar à Rússia e à China diante da intensificação da pressão dos EUA.

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02 de novembro de 2025 às 08:30

Nicolás Maduro participou da abertura dos exercícios e destacou importância da defesa territorial -

Nicolás Maduro participou da abertura dos exercícios e destacou importância da defesa territorial - Prensa Presidencial

O governo da Venezuela recorreu a seus principais aliados internacionais em um momento de escassez econômica e crescente pressão dos EUA para fortalecer sua defesa e garantir sua soberania. De acordo com documentos internos dos Estados Unidos, o presidente Nicolás Maduro teria enviado cartas à Rússia solicitando reposição de caças russos e mísseis, e à China pedindo sistemas de radar, conforme reportagem do The Washington Post. 

Segundo os papéis oficiais, Caracas solicitou à Rússia 14 conjuntos de mísseis, manutenção de oito motores de caças Su30MK2 e cinco radares. Em paralelo, teria pedido à China aceleração na produção de sistemas de detecção de longo alcance. A justificativa venezuelana: as manobras militares dos EUA no Caribe foram interpretadas como ameaças à sua segurança, impulsionando assim essa tentativa de cooperação com Moscou e Pequim.

A reportagem reforça que a pressão dos EUA sobre a Venezuela não é apenas diplomática ou econômica, mas também militar. Naviosportaaviões e grupos de combate americanos foram deslocados para a região, enquanto Washington acusa o governo venezuelano de facilitar tráfico de drogas e de minar a estabilidade regional. Ainda assim, conforme fontes ouvidas por analistas, embora as solicitações venezuelanas existam, não está claro o grau de resposta — ou mesmo comprometimento — da Rússia e da China em atender todos os pedidos. 

A cooperação entre a Venezuela, Rússia e China já vinha se intensificando nos últimos anos, com acordos de parceria estratégica que incluem energia, defesa e tecnologia. Em maio de 2025, por exemplo, Moscou e Caracas assinaram pacto para exploração conjunta de petróleo e gás. Esse movimento estratégico confirma o contexto geopolítico ampliado em que a Venezuela, acuada pela crise interna e pelo cerco externo, busca aliados fora da esfera ocidental.

Em resumo, o caso evidencia que a pressão dos EUA levou a Venezuela a ampliar seus laços militares e diplomáticos com potências nãoocidentais. Mais do que um gesto de desespero, a iniciativa revela uma opção política consciente de Caracas para preservar sua independência frente a um mundo multipolar. A vigilância internacional sobre as respostas de Rússia e China ainda continuará, mas, por ora, a iniciativa venezuelana coloca Brasília, Washington e Pequim em uma nova rota de tensão que pode redefinir o equilíbrio de poder na América Latina.

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