Em publicação nas redes sociais, o presidente americano fez uma dura advertência contra o governo do país africano e disse que os Estados Unidos poderiam adotar medidas coercitivas para conter grupos extremistas.
Donald Trump Créditos: Reprodução
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quarta-feira, 5 de novembro, que suspenderia toda a ajuda à Nigéria e sugeriu uma ação militar caso o país africano "não parasse de matar cristãos".
Em publicação nas redes sociais, o líder americano fez uma dura advertência contra o governo nigeriano e disse que os Estados Unidos poderiam adotar medidas coercitivas para conter grupos extremistas.
"Se o governo nigeriano continuar permitindo o assassinato de cristãos, os EUA suspenderão imediatamente toda a ajuda e assistência à Nigéria. Faremos coisas à Nigéria que a Nigéria não aprovará e poderemos muito bem invadir esse país agora desonrado, com armas em punho, para exterminar completamente os terroristas islâmicos que estão cometendo essas atrocidades horríveis", disse ele em uma publicação nas redes sociais.
Na semana passada, Trump reincluiu a Nigéria na lista de países que, segundo os Estados Unidos, violaram a liberdade religiosa. No sábado (1º), o presidente afirmou ter pedido ao Departamento de Defesa que se preparasse para uma possível ação militar "rápida" caso o país não reprimisse o assassinato de cristãos.
A designação de Washington tensionou as relações diplomáticas entre os dois países. O governo nigeriano rejeitou a classificação dos EUA como um "país de preocupação especial" por supostas violações da liberdade religiosa, afirmando que a medida se baseava em desinformação e dados falhos.
Autoridades militares nigerianas defenderam que o país enfrenta problemas de terrorismo, e não uma perseguição religiosa. O chefe do Estado-Maior da Defesa da Nigéria, General Olufemi Oluyede, afirmou que o país enfrenta terrorismo, e não perseguição a cristãos.
A presidência nigeriana declarou que acolheria de bom grado a ajuda dos EUA no combate aos insurgentes islamistas, desde que a integridade territorial do país seja respeitada.
O ministro da Informação do país nigeriano, Mohammed Idris, afirmou que o terrorismo afeta tanto cristãos quanto muçulmanos e que o governo está empenhado em acabar com a violência extremista por meio de ações militares, cooperação regional e diálogo com parceiros internacionais.
A Nigéria abriga mais de 200 grupos étnicos que praticam o cristianismo, islamismo e outras religiões tradicionais em coexistência. Apesar disso, o país vivenciou episódios de violência, muitas vezes motivados por tensões étnicas e pela competição por recursos escassos.
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