Projeto uniu tecnologia, solidariedade e soluções adaptáveis pensadas para acompanhar o crescimento e as necessidades da criança.
12 de agosto de 2026 às 11:31 - Atualizado às 12:02
Zac Waters dedicou aproximadamente 300 horas à criação. Foto: Reprodução/Redes sociais
Enquanto muitos adolescentes aproveitam as férias longe de tarefas e projetos, Zac Waters, de 13 anos, decidiu dedicar boa parte do verão a uma missão diferente. O jovem, que mora em Lehi, no estado de Utah, nos Estados Unidos, passou cerca de 300 horas desenvolvendo uma cadeira de rodas personalizada para uma bebê de 1 ano e 9 meses.
A ideia nasceu da paixão de Zac pela impressão 3D. Depois de acompanhar conteúdos sobre o assunto na internet, ele começou a procurar uma maneira de usar a tecnologia para produzir algo que pudesse melhorar a vida de outra pessoa.
Foi assim que chegou à MakeGood, organização sem fins lucrativos sediada em Nova Orleans e especializada no desenvolvimento de dispositivos de assistência por meio de impressão 3D.
A instituição colocou o adolescente em contato com a família de uma criança que precisava de uma cadeira adaptada. A partir daí, começou um trabalho que envolveu planejamento, impressão das peças, testes, ajustes e montagem.
A cadeira não foi produzida apenas para atender à necessidade imediata da criança.
Zac incluiu apoios ajustáveis para a cabeça e os pés, permitindo adaptações conforme a bebê crescer. O encosto também recebeu espaço para acomodar equipamentos médicos, enquanto um porta-copos removível foi acrescentado à estrutura.
Até as cores foram escolhidas pensando na nova dona: o equipamento ganhou diversos detalhes em rosa, apontada como a cor preferida da criança.
Ao todo, o adolescente estima ter dedicado aproximadamente 300 horas ao projeto durante as férias. Entre as diferentes etapas, contou que uma das partes de que mais gostou foi justamente reunir as peças e finalmente ver a cadeira tomando forma.
Em entrevista à emissora ABC4 Utah, Zac explicou que o projeto conseguiu juntar dois interesses importantes para ele: trabalhar com impressão 3D e ajudar pessoas.
A experiência também reforçou os planos do adolescente para o futuro. Ele pretende seguir uma profissão ligada à tecnologia e já demonstra interesse em continuar utilizando os conhecimentos adquiridos para desenvolver outros equipamentos de assistência.
O projeto mostra como ferramentas de fabricação digital, que muitas vezes começam como hobby, também podem ser usadas para produzir soluções personalizadas e de baixo custo para pessoas com necessidades específicas.
Para Zac, a cadeira não deve ser o último projeto do tipo. O adolescente já pretende continuar colocando a impressora 3D para trabalhar em novas iniciativas voltadas a quem precisa de equipamentos adaptados.
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