As declarações ocorreram no início de agosto, quando o presidente argentino participou, em São Paulo, da convenção do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
Presidente Lula e Javier Milei da Argentina Foto: Presidência da Republica
Os ataques do presidente da Argentina, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva são desaprovados pela maioria dos argentinos, segundo levantamento realizado pela consultoria Zuban Córdoba.
De acordo com a pesquisa, 70,5% dos entrevistados reprovaram a postura do chefe do Executivo argentino em relação ao brasileiro.
Apenas 20% afirmaram aprovar as declarações de Milei, enquanto 9,5% não souberam ou não quiseram responder.
As declarações ocorreram no início de agosto, quando Milei participou, em São Paulo, da convenção do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
Durante o evento, o presidente argentino criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia impedido uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, chamando-o de "lixo careca". Na ocasião, também se referiu a Lula como "presidiário". No dia seguinte, voltou a fazer críticas ao presidente brasileiro.
A repercussão das declarações provocou uma reação diplomática do governo brasileiro. O Itamaraty convocou o embaixador do Brasil em Buenos Aires e adotou medidas de protesto em relação ao governo argentino.
A pesquisa também avaliou a percepção dos argentinos sobre a importância do Brasil e da economia brasileira para a Argentina. Para 88,9% dos entrevistados, a relação entre os dois países é "importante".
Por outro lado, 10,5% consideraram essa relação "desimportante", enquanto 0,6% não souberam responder.
O levantamento ouviu 1.200 argentinos com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de agosto, por meio de entrevistas realizadas on-line. A pesquisa tem margem de erro de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
O governo do Brasil decidiu rebaixar o nível das relações bilaterais com a Argentina após as sucessivas agressões do presidente Javier Milei contra o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
O Ministério das Relações Exteriores decidiu que o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, não deve regressar à Argentina enquanto as agressões do Milei continuarem. Os insultos foram considerados um desrespeito inaceitável em relações bilaterais.
O Brasil agora será representado no país vizinho por um Encarregado de Negócios, cargo mais baixo que expressa esse rebaixamento diplomático.
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O Santo Padre agradeceu a todos os fiéis, tanto os presentes na Praça São Pedro quanto aqueles que acompanhavam o Angelus de várias partes do mundo, "pela proximidade espiritual".
A sessão vai analisar a solicitação apresentada pelo Brasil para que ela seja enviada ao país e cumpra a pena decorrente da condenação no caso da perseguição armada a um homem pelas ruas de São Paulo.
A bolsa avançou aproximadamente 1,4% no pregão e encerrou acima dos 209 mil pontos. No mercado internacional, o petróleo Brent subiu e permaneceu acima de US$ 100 por barril.
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