Daniel Ortega, Ditador da Nicarágua Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Daniel Ortega afirmou que a Nicarágua não realizará novas eleições e disse que a medida tem como objetivo impedir que a oposição retorne ao poder.
A declaração foi feita no domingo, 19 de julho, durante um ato em Manágua em celebração ao 47º aniversário da Revolução Sandinista. Há anos, adversários do governo denunciam fraudes eleitorais e restrições às liberdades civis no país.
Segundo o ditador nicaraguense, os opositores permanecem "à espreita", embora grande parte deles esteja vivendo no exílio.
"Eles gostariam de vencer as eleições para lucrar com as escolas. Mas que esqueçam isso: aqui não haverá mais eleições, para que não tentem, por esse caminho, tomar o governo e o poder", declarou.
Durante o discurso, Ortega também anunciou que a Assembleia Nacional, dominada por aliados do governo, deverá aprovar "leis que ergam um muro, um bloqueio contra os golpistas e os traidores da pátria". Em seguida, acrescentou:
"Por mais dinheiro que os ianques (EUA) lhes deem, eles não conseguirão".
A Nicarágua deveria realizar eleições gerais em novembro deste ano. No entanto, reformas constitucionais que entraram em vigor no início de 2025 ampliaram o mandato presidencial de cinco para seis anos, adiando, em tese, a próxima eleição para novembro de 2027. As mudanças foram alvo de críticas da ONU, da OEA e de grupos de oposição.
Em outro momento do pronunciamento, Ortega voltou a criticar os Estados Unidos ao comentar a captura, em janeiro, do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
O líder sandinista acusou as "feras diabólicas" de querer "dominar os povos para roubar suas riquezas" e citou a operação militar americana em Caracas como exemplo.
"O que fizeram (os Estados Unidos) com todo o seu poderio? Invadiram o Palácio Presidencial, onde Nicolás estava com sua esposa, mataram seus seguranças, a maioria cubanos, e o levaram para uma prisão nos Estados Unidos. Isso é uma monstruosidade", criticou Ortega.
O presidente da Nicarágua também afirmou que políticos "a serviço das potências" são os responsáveis por defender que países estrangeiros adotem contra Cuba medidas semelhantes às aplicadas pelos Estados Unidos.
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O tremor provocou danos em 1.575 moradias, enquanto outras 37 foram completamente destruídas. Ao todo, 61 edifícios colapsaram.
Segundo informações do TMZ, o suspeito teria forçado a entrada na propriedade, que atualmente passa por reformas, e retirado objetos do interior do imóvel.
Coordenado pelo FBI, o grupo de trabalho monitorava possíveis ameaças terroristas, episódios envolvendo torcedores violentos, riscos contra jogadores e outras ocorrências.
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