Docente que cometeu o crime pode responder por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.
25 de março de 2026 às 15:24 - Atualizado às 15:26
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foto: Divulgação
A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) instaurou uma sindicância interna para apurar o furto de material de pesquisa que aconteceu no Instituto de Biologia da instituição. O crime foi cometido no último fim de semana.
Na segunda-feira, 23 de março, a Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp.
A docente foi liberada na última terça-feira, 24 de março. Segundo as autoridades, ela é suspeita de furtar o material do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia.
A PF cumpriu mandado de busca e apreensão e localizou o material com a professora. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu apoio técnico às autoridades policiais.
A docente pode responder por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado. No mais, a Agência Brasil tenta conseguir contato com a defesa da professora.
A professora foi detida durante uma investigação da Polícia Federal que apura o desaparecimento de amostras virais do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada, vinculado ao Instituto de Biologia da Unicamp. A falta do material foi identificada em 13 de fevereiro por uma pesquisadora.
As apurações começaram após o sumiço das amostras, ocorrido no mesmo mês. Durante a investigação, o material acabou sendo encontrado em dependências da FEA, onde a docente exerce atividades.
As amostras estavam armazenadas em caixas mantidas em uma área classificada como NB3 (nível de biossegurança 3), destinada à manipulação de agentes patogênicos de alto risco, capazes de provocar doenças graves por via respiratória, como SARS-CoV-2 e influenza H5N1.
De acordo com a Polícia Federal, a investigada teria acessado diferentes laboratórios com o apoio de outras pessoas para manusear o material, mesmo sem possuir autorização para esse tipo de procedimento.
A universidade divulgou nesta última segunda-feira, 23 de março, uma nota se posicionando sobre o ocorrido: “em razão da gravidade do fato e da natureza do patrimônio científico envolvido”, acionou a Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para conduzir as investigações sobre o caso e fazer os procedimentos periciais necessários”.
“A Universidade esclarece que vem tomando todas as medidas cabíveis, colaborando integralmente com as autoridades competentes. Os possíveis envolvidos na ocorrência serão responsabilizados, conforme previsto na legislação vigente”, disse a Unicamp em nota.
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