Bandeira trans Foto: Arquivo/MDHC
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou nesta sexta-feira, 11, que a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apresente o estudo técnico que fundamenta a criação de um sistema de cotas voltado a pessoas que se autodeclaram trans, travestis ou não-binárias.
A medida foi aprovada pelo Conselho Universitário da Unicamp no dia 1º de abril.
No dia seguinte, o vereador de São Paulo Rubinho Nunes (União Brasil) entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Estado pedindo a suspensão imediata da política afirmativa. Procurada, a Unicamp não se manifestou.
Na ação popular, o parlamentar alega que a reserva de vagas para pessoas trans não tem amparo legal, uma vez que não está prevista na Lei de Cotas.
Ele argumenta que, enquanto na esfera civil é permitido fazer tudo o que não é proibido por lei, no setor público só é possível agir com base em autorização expressa da legislação.
Rubinho ainda sustenta que o sistema fere a Constituição ao restringir a ampla concorrência e dificultar o acesso ao ensino superior.
Segundo ele, a medida contraria os princípios da igualdade de condições para ingresso e permanência na universidade.
Na manifestação enviada à Justiça, o MP-SP afirma que a criação de cotas - seja por norma própria ou com base na autonomia universitária - deve estar respaldada por estudos prévios que justifiquem a medida.
O órgão defende que a universidade apresente os critérios de seleção adotados, além de esclarecer se existem outras formas de ingresso para o mesmo público-alvo.
A Promotoria também considerou importante ouvir previamente as partes envolvidas antes da adoção do novo modelo.
Ao final do documento, o órgão solicitou que a Unicamp seja citada para apresentar sua manifestação e, em seguida, pediu uma nova vista do processo para se posicionar sobre o pedido de liminar que visa suspender a política.
Estadão Conteúdo
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20:08, 15 Abr
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O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do próximo ano, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.
80% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de cura.
As datas são definidas com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e com base na renda do beneficiário.
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