Processo envolve manifestações da atriz sobre a morte do menino Miguel; desembargadores mantiveram o entendimento da primeira instância.
09 de outubro de 2026 às 09:26 - Atualizado às 09:50
Luana Piovani e Sari Corte Real Foto: Reprodução/Arte Portal de Prefeitura
O pedido de R$ 50 mil de indenização apresentado por Sari Corte Real contra Luana Piovani voltou a ser rejeitado pela Justiça de Pernambuco. Nesta quinta-feira, 8 de outubro, a Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) negou, por unanimidade, o recurso da empresária e manteve a decisão favorável à atriz.
A ação por danos morais questionava publicações de Piovani nas redes sociais sobre a morte de Miguel Otávio Santana da Silva. O menino tinha cinco anos quando caiu do nono andar de um edifício no Recife, em 2020, enquanto estava sob a responsabilidade de Sari.
Relatora do processo, a desembargadora Valéria Wanderley considerou que as manifestações da atriz estavam dentro dos limites da liberdade de expressão. Para a magistrada, o desgaste da imagem da empresária estava associado ao episódio que provocou a morte da criança, e não às postagens questionadas.
Os desembargadores Gabriel Cavalcanti e Dario Rodrigues Oliveira acompanharam o voto da relatora. Com isso, permaneceu integralmente válida a sentença que havia afastado a obrigação de Piovani pagar a indenização.
Após o julgamento, Luana Piovani comentou a decisão nas redes sociais. A atriz destacou que obteve resultados favoráveis nas duas instâncias e voltou a cobrar a prisão de Sari pela morte de Miguel.
“Ganhamos na 1ª, ganhamos da 2ª”, afirmou a artista, ao mencionar o andamento da disputa judicial. A manifestação retomou as críticas que motivaram o processo apresentado pela empresária.
O processo contra Piovani tratava da possibilidade de indenização pelas declarações da atriz. A análise não tinha como objetivo julgar novamente a responsabilidade criminal de Sari pela morte do menino.
Na primeira instância, a Justiça entendeu que as publicações integravam um debate de interesse público. Também considerou que não havia demonstração de dano moral específico causado pelas falas, separado da repercussão do próprio caso.
Em outro julgamento realizado na quinta-feira (8), a Seção Criminal do TJPE rejeitou um recurso da defesa de Sari e manteve a pena de sete anos de reclusão, em regime inicial fechado, por abandono de incapaz com resultado morte. A empresária permanece em liberdade enquanto o processo ainda admite recursos.
Miguel morreu em 2 de junho de 2020. Naquele dia, sua mãe, Mirtes Renata Santana, trabalhava como empregada doméstica e havia saído para passear com a cadela dos patrões.
O menino ficou no apartamento sob os cuidados de Sari, entrou sozinho no elevador e chegou ao nono andar do prédio, de onde caiu. Em 2022, a empresária recebeu uma condenação de oito anos e seis meses de prisão, posteriormente reduzida pelo TJPE para sete anos.
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