Pessoa em situação de rua Foto: Agência Brasil
O número de pessoas em situação de rua registradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) apresentou forte crescimento desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dados atualizados mostram que a quantidade de pessoas cadastradas nessa condição passou de 198,7 mil, em dezembro de 2022, para 392,4 mil em junho de 2026.
O aumento representa uma alta de 97,4% no período, indicando que o contingente de pessoas vivendo nas ruas praticamente dobrou em pouco mais de três anos. O CadÚnico é o principal instrumento do governo federal para identificar famílias de baixa renda e garantir o acesso a programas sociais, sendo também utilizado como base para o acompanhamento da população em situação de vulnerabilidade.
O avanço expressivo do número de pessoas em situação de rua durante o atual governo deve ampliar a pressão sobre a gestão federal, que tem sido cobrada por resultados mais efetivos no enfrentamento da vulnerabilidade social. Apesar da ampliação de programas sociais e de anúncios de medidas voltadas à população de baixa renda, os indicadores do CadÚnico mostram que o problema continua crescendo, levantando questionamentos sobre a eficácia das políticas públicas implementadas até o momento.
O aumento do número de pessoas cadastradas reforça o desafio enfrentado pelo poder público na formulação de políticas voltadas ao atendimento dessa parcela da população. Além da falta de moradia, muitos enfrentam dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, serviços de saúde, assistência social e documentação civil.
O Cadastro Único desempenha papel estratégico nesse processo, pois reúne informações socioeconômicas utilizadas para direcionar benefícios e programas governamentais.
Nos últimos anos, o tema ganhou maior visibilidade diante do crescimento da população vivendo nas ruas em diversas cidades brasileiras. Fatores como desemprego, perda de renda, déficit habitacional, dependência química, rompimento de vínculos familiares e problemas de saúde mental são apontados entre as principais causas que levam pessoas à situação de vulnerabilidade extrema.
O cenário também tende a alimentar críticas da oposição, que atribui ao governo federal a falta de ações suficientes para conter o aumento da população em situação de rua. Parlamentares e especialistas defendem que, além da assistência social, é necessário ampliar políticas de geração de emprego, habitação e tratamento para dependência química e saúde mental, sob o argumento de que as medidas adotadas até agora não foram capazes de reverter o crescimento observado nos últimos anos.
Os números atualizados do CadÚnico reforçam a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à inclusão social, à oferta de moradia, ao atendimento especializado e à reinserção dessas pessoas no mercado de trabalho, buscando reduzir o avanço da população em situação de rua no país.
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A medida americana passa a valer a partir do próximo dia 22, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 15 de julho de 2026, com 2.400 entrevistados em todo o país.
O profissional ingressou emissora em 1982 e atuou como correspondente em Londres em 1983, cobrindo o desastre de Chernobyl e atentados em Paris.
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