Trabalhadores dos Correios Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado na noite da quinta-feira, 10 de setembro, após as negociações salariais com a estatal terminarem sem acordo. (veja vídeo abaixo).
A paralisação foi aprovada durante assembleias realizadas pelos sindicatos estaduais que representam a categoria.
Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), o movimento teve início às 22h do dia 10, depois que 35 sindicatos aprovaram a paralisação.
Funcionários gravaram um vídeo na noite da sexta (11) para confirmar que a greve segue.
Continuamos aqui com caminhões parados, estamos na porta dos correios no prédio central com todo mundo em greve. A greve continua forte'', disse um representante da classe.
Os trabalhadores afirmaram que a paralisação continua por tempo indeterminado.
Segunda-feira (14), a greve vai continuar e ela está forte em todo o país''.
Leia Também
Veja Também
veja:
De acordo com a Findect, a decisão ocorreu após uma série de reuniões entre representantes dos funcionários e da empresa, incluindo tentativas de conciliação conduzidas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A entidade afirma que os Correios mantiveram sua posição durante as negociações salariais, enquanto os trabalhadores rejeitaram as propostas apresentadas pela empresa. Outro ponto de divergência é o plano de saúde oferecido aos empregados.
A federação afirma que a direção dos Correios pretende deixar de manter o benefício. Na avaliação dos trabalhadores, uma eventual mudança poderá aumentar os custos para os funcionários e comprometer o acesso à assistência médica.
Em comunicado, a Findect declarou que continuará acompanhando a mobilização junto aos sindicatos filiados e que permanece aberta ao diálogo para buscar uma solução para as reivindicações da categoria.
A paralisação ocorre em meio a uma situação financeira delicada enfrentada pela estatal. Os Correios registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões somente no primeiro semestre de 2026.
No ano passado, a empresa contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco instituições bancárias com o objetivo de reestruturar suas operações. Para obter o aval do Tesouro Nacional, a estatal assumiu compromissos relacionados a um plano de reestruturação.
Entre as medidas previstas estavam o fechamento de agências, a retirada de uma gratificação de R$ 500 paga a funcionários que atuam no atendimento ao público e a implantação de um sistema destinado a calcular os recursos necessários para a realização das entregas.
As iniciativas, porém, foram suspensas em julho diante da possibilidade de uma paralisação dos trabalhadores.
Paralelamente à greve, os Correios avançaram nas últimas semanas nas tratativas para conseguir um novo financiamento.
No início de setembro, a empresa encaminhou ao Ministério da Fazenda uma proposta para um empréstimo de R$ 7 bilhões.
O pedido está sendo analisado pelo governo federal, inclusive em relação à capacidade de pagamento da estatal. A União deverá atuar como avalista e oferecer a garantia necessária para a contratação do novo financiamento.
1
2
3
11:36, 12 Set
28
°c
Fonte: OpenWeather
O petista também falou sobre o escândalo das fraudes em descontos associativos do INSS. De acordo com ele, os criminosos foram criados e ficaram ricos durante a gestão de Bolsonaro.
A ministra Estela Aranha votou pelo indeferimento do registro em razão da inelegibilidade de Marçal. O entendimento foi acompanhado por todos os demais ministros
Entre os 314 conteúdos suspeitos coletados entre 16 e 26 de agosto em redes sociais e aplicativos de mensagem, foi constatado o uso de IA em 282 deles. Desses conteúdos, a maioria deles era deepfake.
mais notícias
+