Bebê de um ano morre após ter pescoço cortado por linha com cerol Foto: Reprodução
Em Belo Horizonte, o pequeno Ravi Dias, de apenas 1 ano e 9 meses, faleceu após ter o pescoço cortado por uma linha com cerol. A vítima chegou a receber socorro médico em uma unidade de pronto atendimento, mas infelizmente não resistiu.
O velório de Ravi aconteceu nesta quinta-feira, 28 de maio, na Capela da funerária Dom Bosco, no bairro da Lagoinha, em BH.
Um jovem de 19 anos, que admitiu estar empinando pipa na área, foi preso em flagrante por homicídio culposo. A perícia recolheu os materiais, e a Polícia Civil investiga o caso.
Segundo a Polícia Militar, Ravi chegou a ser socorrido para um Unidade de Pronto Atendimento, em Santa Terezinha, mas não resistiu.
A prática de soltar pipas, uma tradição cultural em muitas cidades brasileiras, esconde um perigo mortal quando associada ao uso de linhas cortantes. O cerol, mistura artesanal de cola e vidro moído, e a linha chilena, que leva quartzo e óxido de alumínio em sua composição, transformam um brinquedo inocente em uma arma altamente letal.
O maior risco dessas linhas está na sua invisibilidade. Esticadas no ar, elas se tornam navalhas praticamente imperceptíveis para quem transita em velocidade. Os motociclistas, ciclistas e pedestres são as principais vítimas.
Os acidentes costumam ser gravíssimos, atingindo com frequência a região do pescoço, o que causa hemorragias severas e mortes instantâneas. Além disso, as linhas cortantes ameaçam a fauna urbana, degolando aves em pleno voo, e provocam curtos-circuitos que deixam bairros inteiros sem energia elétrica.
Devido ao alto poder de destruição, o uso, a fabricação e a comercialização de cerol e linhas similares são crimes previstos por leis estaduais e federais. Quem infringe a lei pode responder por crimes que vão desde o perigo para a vida de outrem até homicídio, com penas de detenção e multas pesadas.
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