O vídeo divulgado na sexta-feira, 22 de novembro, convocava apoiadores para uma vigília de orações nas proximidades do condomínio onde o ex-presidente mora em Brasília.
Vigilia convocada por Flávio é apontada por Moraes como ação para "facilitar fulga" de Bolsonaro Foto: PL
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado, 22 de novembro. Nos autos da decisão, o ministro Alexandre de Moraes destacou, que determinou a prisão preventiva após classificar a convocação de uma vigília feita pelo senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais como um possível risco à ordem pública.
O ministro do STF afirmou que a mobilização tinha potencial para “causar tumulto e facilitar eventual tentativa de fuga do réu”, relacionando diretamente o chamado feito pelo parlamentar ao ambiente considerado sensível em torno da residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto.
O vídeo divulgado por Flávio Bolsonaro nesta sexta-feira (21) convocava apoiadores para uma vigília de orações nas proximidades do local. Horas depois, a Polícia Federal cumpriu o mandado de prisão preventiva neste sábado (22), em cumprimento à determinação do Supremo Tribunal Federal.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente nas primeiras horas desse sábado, 22 de novembro, e segundo o ministro Alexandre de Moraes, o motivo de sua decisão está ligado à possível tentativa de aliados do ex-presidente de atrapalhar a fiscalização da prisão domiciliar.
No despacho emitido na data, Moraes apontou que a convocação de uma “vigília” organizada por apoiadores de Bolsonaro poderia ter como finalidade obstruir o trabalho da Polícia Federal e da Polícia Penal do Distrito Federal, responsáveis pelo cumprimento das medidas impostas.
O ministro destacou ainda que o conteúdo divulgado por aliados “indica a possível tentativa de utilização de apoiadores do réu Jair Messias Bolsonaro (…) com a finalidade de obstruir a fiscalização das medidas cautelares”.
Moraes também mencionou a participação do senador Flávio Bolsonaro em um vídeo que reforçava a mobilização, afirmando que as declarações do parlamentar tinham “caráter beligerante” contra o Poder Judiciário e reiteravam a narrativa falsa de perseguição ou de uma suposta “ditadura” do STF.
Além disso, segundo divulgado pela CNN, Bolsonaro ainda teria tentado romper com a tornozeleira eletrônica para "garantir êxito em sua fuga".
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O ex-governador de Pernambuco afirmou que pode retomar as atividades na instituição após cumprir o período de quarentena previsto na legislação.
A fala do petista ocorre em meio a outras iniciativas que buscam atrair as mulheres. Uma delas é o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.
O deputado era casado com a parlamentar Fernanda Melchionna, que também pertence à mesma sigla.
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