Ironia? Bolsonaro é preso justamente no dia 22, mesmo número do PL Foto: Reprodução / Redes Sociais
Os brasileiros acordaram com a notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal, após o ministro Alexandre de Moraes apontar uma possível tentativa de fuga. Coincidentemente, a determinação acontece no dia 22 de novembro, mesmo número utilizado por sua sigla, o PL.
Coincidência ou não, o fato foi notado por muitos usuários e figuras políticas nas redes sociais, que deixaram comentários sobre a prisão do ex-presidente da República. No Instagram, a vereadora do Recife Kari Santos (PT) comentou que agora o numeral tem um novo significado.
Na mesma publicação da vereadora, apoiadores continuaram afirmando que a prisão “não poderia ser em uma data melhor” e ironizaram ao utilizar um trecho de um dos singles usados em sua campanha nas eleições passadas: “22 é Bolsonaro”.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente nas primeiras horas desse sábado, 22 de novembro, e segundo o ministro Alexandre de Moraes, o motivo de sua decisão está ligado à possível tentativa de aliados do ex-presidente de atrapalhar a fiscalização da prisão domiciliar.
Segundo divulgado pela CNN, Bolsonaro ainda teria tentado romper com a tornozeleira eletrônica para "garantir êxito em sua fuga".
No despacho emitido na data, Moraes apontou que a convocação de uma “vigília” organizada por apoiadores de Bolsonaro poderia ter como finalidade obstruir o trabalho da Polícia Federal e da Polícia Penal do Distrito Federal, responsáveis pelo cumprimento das medidas impostas.
O ministro destacou ainda que o conteúdo divulgado por aliados “indica a possível tentativa de utilização de apoiadores do réu Jair Messias Bolsonaro (…) com a finalidade de obstruir a fiscalização das medidas cautelares”.
Moraes também mencionou a participação do senador Flávio Bolsonaro em um vídeo que reforçava a mobilização, afirmando que as declarações do parlamentar tinham “caráter beligerante” contra o Poder Judiciário e reiteravam a narrativa falsa de perseguição ou de uma suposta “ditadura” do STF.
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