Ainda não se sabe com exatidão se o aumento nas tarifas é resultado de uma falha no sistema controle alfandegário venezuelano ou se representa uma nova diretriz econômica do governo de Maduro.
Maduro e Lula. Foto: Ricardo Stuckert/ PR
O governo da Venezuela impôs tarifas que variam entre 15% e 77% sobre importações vindas do Brasil, gerando surpresa no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apreensão entre empresários, especialmente no estado de Roraima. A informação veio à tona pela Folha de Boa Vista, na manhã desta sexta-feira, 25 de julho, após a Federação das Indústrias do Estado de Roraima (Fier) iniciar uma apuração sobre o aumento inesperado das alíquotas.
Segundo a Fier, as empresas brasileiras relataram dificuldades para processar os certificados de exportação na Venezuela. Ainda não se sabe com exatidão se o aumento nas tarifas é resultado de uma falha no sistema controle alfandegário venezuelano ou se representa uma nova diretriz econômica do governo de Nicolás Maduro. A Federação afirmou que ainda não teve acesso aos dados completos sobre as alíquotas cobradas, que variam conforme o tipo de produto exportado.
Empresas brasileiras que atuam com exportações para a Venezuela foram as primeiras a perceber a alteração no sistema tarifário. As operações começaram a travar e diversos produtos ficaram retidos, gerando prejuízos imediatos. A Fier informou que está em contato com representantes dos setores produtivos afetados para reunir dados e intermediar um diálogo com as autoridades competentes.
Apesar da proximidade geográfica, a relação comercial entre Brasil e Venezuela tem enfrentado altos e baixos nos últimos anos. Desde 2014, os dois países mantêm um Acordo de Complementação Econômica que estabelece isenção tarifária para quase todos os produtos comercializados. O recente movimento venezuelano, no entanto, ignora esse tratado, o que pode representar uma quebra do acordo bilateral.
O governo de Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela e depende fortemente das trocas comerciais com o país vizinho, também se posicionou sobre a situação. Em nota divulgada pelo portal Poder360, o gabinete do governador Antonio Denarium (PP) afirmou que já entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores. O objetivo é buscar esclarecimentos e pressionar por uma solução diplomática rápida.
A gestão estadual destacou que a Venezuela se tornou o principal parceiro comercial de Roraima nos últimos anos, e que qualquer interrupção nas exportações causa impactos significativos na economia local. O setor empresarial do estado teme que a continuidade dessas barreiras tarifárias comprometa empregos, investimentos e o abastecimento de produtos essenciais.
Desde a divulgação do episódio, cresce a pressão sobre o Itamaraty e demais órgãos do governo federal para intervir na questão e preservar os termos do acordo assinado em 2014. O Ministério das Relações Exteriores ainda não divulgou nota oficial, mas acompanha o caso com atenção, de acordo com fontes ouvidas por veículos de imprensa.
A Fier reiterou que está em contato constante com autoridades brasileiras e venezuelanas, e que pretende mediar um entendimento entre os dois países. O setor produtivo brasileiro espera que o governo Maduro reveja a medida ou, ao menos, apresente justificativas formais para a mudança repentina na política tarifária.
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