Comitiva de senadores embarca para Washington em missão diplomática que tenta evitar colapso nas exportações brasileiras. Imagem IA
Em uma tentativa de conter o que pode se tornar um desastre comercial para o Brasil, senadores embarcaram neste sábado (27) para Washington, nos Estados Unidos.
A missão é clara: tentar barrar a tarifa de 50% que o presidente norte-americano Donald Trump pretende impor sobre uma série de produtos brasileiros.
A medida, prevista para entrar em vigor já em 1º de agosto, atinge diretamente setores estratégicos da economia nacional.
Com a tarifa, carnes, suco de laranja, aeronaves e produtos industriais perderão competitividade no mercado americano — o que representa não apenas prejuízo financeiro, mas ameaça real a milhares de empregos no Brasil.
“Estamos indo com esperança. O impacto será grave. Precisamos tentar reverter essa decisão antes que o estrago seja irreversível”, afirmou o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que lidera a comitiva.
Ele também preside a Comissão de Relações Exteriores (CRE) e coordena a frente temporária criada no Senado para lidar com a crise comercial.
A agenda da missão parlamentar já está definida: na segunda-feira (28), os senadores se reúnem com empresários brasileiros e norte-americanos. O objetivo é medir o impacto da medida e buscar apoio no setor produtivo.
Na terça (29) e quarta (30), os parlamentares esperam encontrar congressistas norte-americanos, buscando convencer o Legislativo local da importância de manter as boas relações com o Brasil.
Mesmo sendo uma prerrogativa do Executivo, os senadores acreditam que o diálogo político pode fazer diferença.
O anúncio do tarifaço veio diretamente das redes sociais de Trump no último dia 9 de julho. Na mensagem, ele acusou o Brasil de manter uma balança comercial desfavorável com os EUA.
Trump também apontou como justificativa a decisão do STF que, segundo ele, estaria perseguindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu aliado político.
A delegação é formada por senadores de diversos partidos e estados, unindo oposição e base do governo em um esforço diplomático raro.
Se não houver mudança, a tarifa de Trump poderá reduzir drasticamente a presença brasileira no mercado dos EUA. Além disso, tende a provocar demissões em massa e queda nas exportações — justamente em um momento de recuperação econômica.
O movimento dos senadores, portanto, não é apenas diplomático. É um esforço direto para evitar impactos no bolso do brasileiro, nos empregos e na balança comercial do país.
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