Vai ficar: Ministro Alexandre de Moraes nega prisão domiciliar a Bolsonaro Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Reprodução / X
O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso preventivamente na manhã deste sábado, 22 de novembro, após o ministro do STF apontar uma possível articulação para fuga, ficasse em prisão domiciliar. Além disso, Moraes também negou o pedido de autorização de visitas.
“Diante da decretação da prisão preventiva do réu JAIR MESSIAS BOLSONARO, nos termos do art. 21, IX, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, JULGO PREJUDICADOS os pedidos de concessão de prisão domiciliar humanitária e autorização de visitas formulados em 21/11/2025 (cDoc.s 2.481, 2.483, 2.485, 2.487, 2.489, 2.491, 2.493, 2.495, 2.497, 2.499, 2.501, 2.503, 2.505, 2.507, 2.509, 2.511 e 2.513-2.525)”, , aponta Moraes.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente nas primeiras horas desse sábado, 22 de novembro, e segundo o ministro Alexandre de Moraes, o motivo de sua decisão está ligado à possível tentativa de aliados do ex-presidente de atrapalhar a fiscalização da prisão domiciliar.
No despacho emitido na data, Moraes apontou que a convocação de uma “vigília” organizada por apoiadores de Bolsonaro poderia ter como finalidade obstruir o trabalho da Polícia Federal e da Polícia Penal do Distrito Federal, responsáveis pelo cumprimento das medidas impostas.
O ministro destacou ainda que o conteúdo divulgado por aliados “indica a possível tentativa de utilização de apoiadores do réu Jair Messias Bolsonaro (…) com a finalidade de obstruir a fiscalização das medidas cautelares”.
Moraes também mencionou a participação do senador Flávio Bolsonaro em um vídeo que reforçava a mobilização, afirmando que as declarações do parlamentar tinham “caráter beligerante” contra o Poder Judiciário e reiteravam a narrativa falsa de perseguição ou de uma suposta “ditadura” do STF.
Além disso, segundo divulgado pela CNN, Bolsonaro ainda teria tentado romper com a tornozeleira eletrônica para "garantir êxito em sua fuga".
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
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