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"Ele quer pegar o Eduardo Bolsonaro", diz juiz auxiliar de Alexandre de Moraes

Conforme reportado pela Folha de S.Paulo, assessores próximos ao ministro montaram uma estratégia para ligar o deputado a um ativista que disseminava a tese da fraude nas eleições presidenciais brasileiras.

Everthon Santos

14 de agosto de 2024 às 13:24   - Atualizado às 14:08

Alexandre de Moraes e Carlos Bolsonaro.

Alexandre de Moraes e Carlos Bolsonaro. Foto: Divulgação

As mensagens trocadas por assessores próximos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelam que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estava na mira do magistrado durante as investigações sobre desinformação e ataques ao sistema eleitoral brasileiro.

Conforme reportado pela Folha de S.Paulo, as conversas ocorreram em novembro de 2022 e envolviam Marco Antônio Vargas, então juiz auxiliar de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Eduardo Tagliaferro, chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED).

Os diálogos mostram uma estratégia para ligar o parlamentar a um ativista argentino que, em transmissões ao vivo, disseminava a tese infundada de fraude nas eleições presidenciais brasileiras. Em uma das mensagens, Vargas mencionou o desejo de Moraes de "pegar" Eduardo Bolsonaro, indicando que havia um esforço concentrado para estabelecer essa conexão.

“Ele quer pegar o Eduardo Bolsonaro”, “A ligação do gringo com o Eduardo Bolsonaro”, declarou o juiz auxiliar de Moraes em 4 de novembro.

A busca por provas que relacionassem o deputado ao ativista continuou nos dias seguintes, com Tagliaferro encontrando um vídeo que associava Eduardo Bolsonaro a uma bandeira de um jornal que havia promovido as lives do ativista argentino.

"Se prender o EB, o Brasil entra em colapso”, disse o chefe do combate à desinformação. “Esse é bandido”, respondeu o juiz auxiliar de Moraes.

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Oposição pede impeachment de Alexandre de Moraes

Após a revelação de que o gabinete do ministro Alexandre de Moraes,teria ordenado, através de mensagens e de maneira não oficial, a elaboração de relatórios pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fundamentar decisões do ministro contra apoiadores de Bolsonaro no inquérito sobre fake news no STF durante e após as Eleições 2022, a oposição no Congresso já se articula para pedir o impeachment do magistrado.

A senadora Damares Alves (Republicanos) afirmou na terça-feira, 13 de agosto, que o senador Eduardo Girão (Novo) apresentará um pedido de impeachment do ministro e sugeriu que o magistrado renuncie “pelo bem da democracia”.

“Temos mais de uma dezena de senadores que já manifestaram interesse em assinar. Se 5% do que foi divulgado hoje for verdade, espero que o ministro ainda durante esta noite ou esta madrugada, coloque a cabeça no travesseiro, reflita bastante e no raiar do dia apresente o pedido de renúncia. Vai ser mais fácil para todo mundo. É o mínimo que ele poderia fazer agora pela garantia de nossa democracia”, disse a senadora, que afirmou que os parlamentares farão uma coletiva de imprensa neta quarta-feira (14), às 16h, para detalhar o pedido.

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