Entre os dados solicitados está a lista de todos os servidores que foram deslocados ao Rio de Janeiro entre os dias 1º e 18 de fevereiro de 2026.
02 de abril de 2026 às 10:26 - Atualizado às 10:28
A primeira-dama, Janja Lula da Silva. Fotos: Marcos Oliveira/Agência Senado e Leo Franco/AgNews. Montagem: Portal de Prefeitura
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu abrir uma investigação para apurar possíveis irregularidades envolvendo o uso de recursos públicos durante o Carnaval de 2026, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. O foco da apuração está na participação da primeira-dama Janja Lula da Silva em um desfile que prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A investigação foi motivada por uma representação apresentada por parlamentares do Partido Novo. O grupo aponta indícios de uso indevido da estrutura do governo federal, incluindo apoio logístico, cerimonial e atuação de servidores públicos para viabilizar a participação no evento carnavalesco.
De acordo com o TCU, há necessidade de esclarecer se houve desvio de finalidade no uso da máquina pública, ou seja, se recursos e equipes do governo foram utilizados para atividades sem interesse público direto.
Como parte da apuração, o tribunal determinou que a Casa Civil e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República apresentem explicações detalhadas. O prazo estipulado é de 15 dias.
Entre os dados solicitados está a lista de todos os servidores que foram deslocados ao Rio de Janeiro entre os dias 1º e 18 de fevereiro de 2026. O TCU quer identificar funções, atividades desempenhadas e se esses profissionais atuaram diretamente no suporte à primeira-dama, ao presidente ou a ministros durante o Carnaval.
Além disso, o tribunal também pediu um relatório financeiro completo com os custos envolvidos. Devem ser detalhadas despesas com passagens, diárias, hospedagem e possíveis horas extras pagas a servidores públicos.
Outro ponto em análise é se houve participação de equipes do cerimonial da Presidência em atividades como organização de convidados, envio de convites, controle de acesso e até apoio na produção de fantasias para integrantes de um carro alegórico.
O desfile investigado aconteceu no dia 15 de fevereiro de 2026 e contou com homenagem ao presidente Lula por uma escola de samba do Rio de Janeiro. A participação de Janja chegou a ser prevista, mas ela acabou não desfilando no carro alegórico.
Apesar disso, o TCU entendeu que a análise do caso ainda é necessária, mesmo após a realização do evento. Um pedido anterior que buscava impedir o desfile perdeu o efeito justamente porque o Carnaval já havia acontecido. Ainda assim, os ministros decidiram dar continuidade à investigação.
O processo também foi anexado a outra investigação que já tramita no tribunal. Nesse caso, a apuração envolve possíveis repasses de recursos da Embratur para a mesma escola de samba responsável pela homenagem ao presidente.
A relatoria está sob responsabilidade do ministro Augusto Nardes, que deverá conduzir a análise dos documentos e das informações que serão enviadas pelos órgãos do governo.
A investigação do TCU busca esclarecer se houve uso irregular da estrutura pública em um evento de grande visibilidade. O ponto central é verificar se a atuação de servidores e o uso de recursos públicos respeitaram o interesse coletivo ou se foram direcionados para fins inadequados.
Caso sejam identificadas irregularidades, o tribunal pode adotar medidas administrativas e responsabilizar os envolvidos. Por outro lado, se não houver comprovação de uso indevido, o caso pode ser arquivado após a análise técnica.
A apuração segue em andamento e depende das informações que serão apresentadas pelos órgãos do governo federal nos próximos dias.
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