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STF chama de 'injusta' sanção à mulher de Moraes e ministro classifica medida como 'ilegal'

A Corte afirma que, "infelizmente, as autoridades norte-americanas foram convencidas de uma narrativa que não corresponde aos fatos".

Ricardo Lélis

22 de setembro de 2025 às 17:57   - Atualizado às 17:57

Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes.

Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes. Foto: Isac Nóbrega/PR

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou uma nota nesta segunda-feira, 22 de setembro, poucas horas após o governo Donald Trump sancionar a mulher do ministro Alexandre de Moraes, na qual diz lamentar e considerar "injusta" a nova medida financeira imposta pelos Estados Unidos contra membros do Judiciário brasileiro e seus familiares.

A advogada Viviane Barci de Moraes e o Instituto Lex, de propriedade da família Moraes, foram sancionados com a Lei Magnitsky, mesmo dispositivo utilizado contra o seu marido.

A Corte afirma que, "infelizmente, as autoridades norte-americanas foram convencidas de uma narrativa que não corresponde aos fatos".

Na sequência, a nota menciona que a "quase totalidade da sociedade reconhece a importância histórica" do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por atentando à democracia.

"Estamos diante de um julgamento que respeitou o devido processo legal e o amplo direito de defesa, com total publicidade", afirmou o STF.

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O texto não foi assinado pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, o que reflete alto grau de institucionalidade e apoio de todo o tribunal a Moraes e seus familiares neste momento.

A nota termina reforçando a sensação de injustiça no tribunal, ao dizer que a ampliação das sanções financeiras para um familiar de Moraes é ainda mais injusta. O STF defende que Moraes tem tido "atuação independente e dentro das leis e da Constituição".

Moraes também se manifestou em nota e chamou de "ilegal e lamentável" a sanção imposta contra a sua mulher. O ministro afirmou que a aplicação do dispositivo legal contrasta com a história dos Estados Unidos e "violenta o Direito Internacional, a Soberania do Brasil e a independência do Judiciário".

"Independência do Judiciário, coragem institucional e defesa à Soberania nacional fazem parte do universo republicano dos juízes brasileiros, que não aceitarão coações ou obstruções no exercício de sua missão constitucional conferida soberanamente pelo Povo brasileiro", prosseguiu.

O magistrado finalizou a nota com a afirmação de que continuará a julgar com independência e parcialidade.

Estadão Conteúdo

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