Pernambuco, 05 de Maio de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

STF derruba lei aprovada no Congresso sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas

Foi invalidado o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal

Ricardo Lélis

19 de dezembro de 2025 às 07:19   - Atualizado às 07:19

STF derruba Marco Temporal.

STF derruba Marco Temporal. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quinta-feira., 18 de dezembro, em Brasília, reconhecer a inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas

Com o resultado da votação, foi invalidado o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época. 

Contudo, não houve consenso em relação a diversos pontos apresentados pelo relator, ministro Gilmar Mendes, como regras para indenizações a produtores rurais que ocupam propriedades que forem reconhecidas como terras indígenas, entre outros pontos. 

Os detalhes da decisão serão publicados após a finalização oficial do julgamento virtual, previsto para ser encerrado às 23h59 de hoje.

Entenda

Dois anos após o STF declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema.

Veja Também

Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023, na qual o Congresso Nacional validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Após a votação do veto presidencial, os partidos PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese. 

Em paralelo ao julgamento no Supremo, o Senado Federal aprovou, na semana passada, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

Agência Brasil

Protestos

Indígenas do Paraná e do Mato Grosso do Sul realizaram em março de 2024, um ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Lei do Marco Temporal.

Os indígenas defendiam que a Corte mantivesse seu posicionamento contra o marco apesar de a Lei 14.701/2023, aprovada pelo Congresso, ter restabelecido a tese de que somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

06:48, 05 Mai

Imagem Clima

24

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Débora do Batom e Alexandre de Moraes, ministro do STF.
Barrado

Moraes rejeita revisar pena de "Débora do Batom" após veto à Dosimetria ser derrubado

Ela foi condenada a 14 anos de prisão por participar dos atos de 8 de janeiro de 2023 e pichar a frase "Perdeu, mané" na estátua A Justiça, localizada em frente ao edifício-sede do Supremo.

Mulher que pichou estátua do STF com batom diz que foi "levada pelo calor do momento".
Solicitação

"Débora do Batom" aciona STF para reduzir pena após derrubada do veto ao PL da Dosimetria

Conhecida por ter pichado a frase "Perdeu, mané" na estátua da Justiça nos atos de 8 de janeiro de 2023, ela foi condenada a 14 anos de prisão.

Bolsonaro segue avançando em recuperação
Estado

Bolsonaro tem boa evolução após cirurgia no ombro e começará reabilitação , diz hospital

O ex-presidente realizou um "reparo artroscópico do manguito rotador à direita", relacionado à articulação do ombro direito.

mais notícias

+

Newsletter