Pernambuco, 24 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

STF derruba lei aprovada no Congresso sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas

Foi invalidado o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal

Ricardo Lélis

19 de dezembro de 2025 às 07:19   - Atualizado às 07:19

STF derruba Marco Temporal.

STF derruba Marco Temporal. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quinta-feira., 18 de dezembro, em Brasília, reconhecer a inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas

Com o resultado da votação, foi invalidado o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época. 

Contudo, não houve consenso em relação a diversos pontos apresentados pelo relator, ministro Gilmar Mendes, como regras para indenizações a produtores rurais que ocupam propriedades que forem reconhecidas como terras indígenas, entre outros pontos. 

Os detalhes da decisão serão publicados após a finalização oficial do julgamento virtual, previsto para ser encerrado às 23h59 de hoje.

Entenda

Dois anos após o STF declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema.

Veja Também

Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023, na qual o Congresso Nacional validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Após a votação do veto presidencial, os partidos PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese. 

Em paralelo ao julgamento no Supremo, o Senado Federal aprovou, na semana passada, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

Agência Brasil

Protestos

Indígenas do Paraná e do Mato Grosso do Sul realizaram em março de 2024, um ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Lei do Marco Temporal.

Os indígenas defendiam que a Corte mantivesse seu posicionamento contra o marco apesar de a Lei 14.701/2023, aprovada pelo Congresso, ter restabelecido a tese de que somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

03:11, 24 Ago

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Crianças em Parada do Orgulho LGBT.
Processo

Parada do Orgulho LGBTQIA+: Entidades acionam STF contra lei municipal que proíbe menores em eventos

Ação questiona norma que prevê multas de até R$ 10 mil e aponta possível violação às liberdades de expressão, reunião e manifestação.

Ministro do STF, Alexandre de Moraes
Eleições

Alexandre de Moraes afirma que IA 'anabolizou' desinformação e indica cassação por mau uso; vídeo

O magistrado prometeu a cassação para candidatos que utilizarem a ferramenta desta forma na reta final das eleições

Em 2022, antes da decisão do STF, Silvinei conseguiu se aposentar aos 47 anos. Na decisão, Moraes disse que o entendimento do Supremo sobre a perda de cargo público em função de condenação criminal alcança os inativos
Decisão

Alexandre de Moraes determina cassação da aposentadoria de ex-diretor da PRF Silvinei Vasques

Em 2022, antes da decisão do STF, Silvinei conseguiu se aposentar aos 47 anos. Na decisão, Moraes disse que o entendimento do Supremo sobre a perda de cargo público em função de condenação criminal alcança os inativos

mais notícias

+

Newsletter