Pernambuco, 05 de Março de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Dino segue Moraes e vota para condenar mulher que pichou "Perdeu, mané" na estátua do STF

Débora foi presa pela PF em 17 de março de 2023, na oitava fase da Operação Lesa Pátria, que investiga os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.

Ricardo Lélis

22 de março de 2025 às 20:06   - Atualizado às 20:06

Ministro Flávio Dino e Débora Rodrigues dos Santos

Ministro Flávio Dino e Débora Rodrigues dos Santos Fotos: Gustavo Moreno/STF e Reprodução/ Redes Sociais

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado, 22 de março, para condenar Débora Rodrigues dos Santos a 14 anos de prisão por sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Ela é acusada de pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada em frente ao prédio do STF.

Dino acompanhou o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma e teve início na sexta-feira (21), com previsão de encerramento na próxima sexta-feira (28).

Os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia ainda não registraram seus votos. No formato virtual, não há debates, apenas a apresentação dos votos no sistema eletrônico do Supremo.

Veja Também

Além da pena de prisão, Moraes votou para que Débora pague uma multa de aproximadamente R$ 50 mil e indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, em conjunto com os demais condenados pelo caso.

“Conforme vasta fundamentação previamente exposta, a ré dolosamente aderiu a propósitos criminosos direcionados a uma tentativa de ruptura institucional, que acarretaria a abolição do Estado Democrático de Direito e a deposição do governo legitimamente eleito cuja materialização se operou no dia 8/1/2023”, afirmou o ministro na decisão.

O relator votou para condenar Débora pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.

Nesta fase do julgamento, os ministros decidem se Débora será condenada ou absolvida. Caso a condenação seja confirmada, a defesa poderá recorrer para questionar a pena imposta. Em caso de absolvição, o processo será arquivado.

Débora foi presa pela Polícia Federal (PF) em 17 de março de 2023, na oitava fase da Operação Lesa Pátria, que investiga os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. Na mesma ocasião, outros 31 suspeitos foram detidos.

A pichação feita por Débora na estátua do STF faz referência à declaração do ministro Luís Roberto Barroso a bolsonaristas que o hostilizaram nos Estados Unidos, em novembro de 2022. Na ocasião, Barroso respondeu: “Perdeu, mané. Não amola”.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

23:16, 05 Mar

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Daniel Vorcaro, preso pela segunda vez pela PF.
Determinação

Banco Master: defesa de Vorcaro pede provas objetivas ao STF de prisão do banqueiro

Os advogados também requereram mais detalhes sobre as datas das supostas invasões de sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdo em plataformas digitais.

Composição do Supremo Tribunal Federal (STF).
Investigação

PF faz operação contra vazamento de dados e informações sensíveis de ministros do STF

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva pela Polícia Federal.

Empresária Roberta Luchsinger e Lulinha.
Barrado

CPMI do INSS: Dino suspende quebra de sigilos bancário e fiscal de empresária amiga de Lulinha

O ministro ressaltou que a jurisprudência consolidada do STF exige fundamentação específica e individualizada para a decretação das medidas.

mais notícias

+

Newsletter