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Produtora reponsável por cantar hino nacional em gênero neutro recebeu R$ 1,2 milhão do PT em 2025

De acordo com o TSE, as despesas foram classificadas como relacionadas a "eventos promocionais".

Everthon Santos

17 de agosto de 2025 às 12:23   - Atualizado às 12:23

Produtora reponsável por cantar hino nacional em gênero neutro recebeu milhão do PT

Produtora reponsável por cantar hino nacional em gênero neutro recebeu milhão do PT Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Zion Produções, responsável pelo episódio do hino nacional em versão de gênero neutro que marcou negativamente a campanha de Guilherme Boulos (PSOL) à Prefeitura de São Paulo em 2024, passou a prestar serviços para o Partido dos Trabalhadores (PT) em 2025.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a produtora já recebeu mais de R$ 1,2 milhão do partido neste ano.

Os registros da Justiça Eleitoral indicam que a Zion recebeu quatro pagamentos do PT até o momento (três em fevereiro e um em março de 2025).

As despesas foram classificadas como relacionadas a “eventos promocionais”. A movimentação financeira chama atenção porque a empresa foi desligada da campanha de Boulos logo após a repercussão do episódio com o hino, no segundo semestre de 2024.

A Zion ganhou mídia nacional quando uma cantora contratada pela produtora alterou a letra do hino nacional durante um evento da campanha de Guilherme Boulos no bairro do Campo Limpo, em São Paulo. Na ocasião, a artista substituiu o trecho “dos filhos deste solo és mãe gentil” por “des files deste solo és mãe gentil”, em uma tentativa de adaptação ao gênero neutro.

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O episódio repercutiu imediatamente nas redes sociais e foi explorado por adversários políticos. Parte dos próprios aliados de Boulos também demonstrou incômodo com a situação.

Na eleição de 2024, Guilherme Boulos chegou ao segundo turno, mas terminou a disputa em segundo lugar. A campanha do PSOL enfrentou resistência em alguns setores, e o episódio envolvendo o hino nacional se somou aos desafios enfrentados pelo candidato.

"Não foi, logicamente, uma decisão da minha campanha aquele absurdo que foi feito com o Hino Nacional. Aquilo foi uma produtora, que por sua vez contratou uma cantora que levou àquele episódio. A nossa campanha se posicionou de maneira clara, e a produtora não vai participar de outros eventos", disse Boulos na época.

"A campanha em momento algum solicitou ou autorizou alteração na letra do Hino Nacional interpretado na abertura do comício no último sábado, 24, na zona sul da cidade. A produtora, organizadora do evento, foi responsável pela contratação de todos os profissionais que trabalharam para a realização da atividade, incluindo a seleção e o convite à intérprete que cantou o Hino Nacional."

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