A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi transferida na terça-feira, 29 de julho, para a penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, após ter sido detida por autoridades italianas.
Carla Zambelli. Foto: Reprodução/Redes Sociais
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi transferida na terça-feira, 29 de julho, para a penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, após ter sido detida por autoridades italianas. O local, conhecido por sua superlotação e histórico de detentas notórias, abriga atualmente mais de 1.500 pessoas e integra um dos maiores complexos prisionais da Europa.
Zambelli passou a noite em uma delegacia da capital italiana antes de ser levada ao presídio. Nos próximos dias, ela deverá ser intimada para uma audiência de custódia. Durante essa audiência, o judiciário italiano deverá questioná-la sobre seu desejo de retornar ao Brasil ou permanecer na Itália enquanto responde às acusações. A resposta dela pode influenciar diretamente no andamento do pedido de extradição feito pelo governo brasileiro.
Apesar da versão da Polícia Federal, que aponta que a deputada foi encontrada e detida em Roma, os advogados de Zambelli alegam que ela se entregou espontaneamente. Segundo a defesa, a parlamentar não aguentava mais permanecer escondida e isolada em uma casa na capital italiana. Os advogados também informaram que vão solicitar à Justiça italiana que ela possa responder ao processo em liberdade ou em regime de prisão domiciliar.
A estratégia jurídica da deputada busca evitar sua extradição ao Brasil. Desde que chegou à Europa, há cerca de dois meses, Zambelli tem tentado articular apoio com políticos da direita italiana para conseguir respaldo político contra sua repatriação. Entre os nomes que demonstraram simpatia pela causa está o vice-primeiro-ministro da Itália e ministro dos Transportes, Matteo Salvini, que segundo o jornal Corriere della Sera, manifestou interesse em visitá-la no presídio.
A prisão de Rebibbia, onde Zambelli agora cumpre detenção provisória, ganhou notoriedade internacional após receber o Papa Francisco no final de 2024. Na ocasião, o pontífice celebrou uma missa na capela da unidade e incentivou os detentos a “escancarar as portas do coração”. A unidade também esteve envolvida em episódios marcantes, como o nascimento de uma bebê de uma detenta bósnia dentro da carceragem, relatado pela imprensa italiana em 2021.
Outras figuras notórias já passaram pelas celas do local, como a atriz e escritora Goliarda Sapienza, que publicou o livro A Universidade de Rebibbia sobre sua experiência na prisão. Outro caso emblemático foi o da integrante da Brigada Vermelha, Diane Melazzi, que cumpria pena de prisão perpétua e foi encontrada morta em 2009.
A extradição de Carla Zambelli ainda está em análise. O processo pode se estender por até dois anos, dependendo da cooperação entre os sistemas judiciários dos dois países. A decisão final ficará a cargo do governo italiano, que deverá avaliar o pedido brasileiro à luz dos tratados internacionais e das condições legais da Itália.
O governo brasileiro solicitou a extradição da parlamentar após sua condenação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão recente, o tribunal a sentenciou a dez anos de prisão pelos crimes de falsidade ideológica e invasão dos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A defesa contesta a legalidade da decisão e sustenta que Zambelli sofre perseguição política no Brasil.
Em meio à repercussão do caso, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, usou as redes sociais para manifestar solidariedade à colega de partido. Ele pediu às autoridades italianas que rejeitem o pedido de extradição e defendeu que Zambelli estaria sendo alvo de uma “perseguição política” por parte do STF.
A situação de Carla Zambelli segue sendo acompanhada de perto tanto por autoridades brasileiras quanto pela imprensa internacional. A audiência de custódia marcada para esta semana poderá ser decisiva para os rumos do processo de extradição.
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