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Primo dos FILHOS DE BOLSONARO se queixou em mensagens de "ABANDONO" pela família, diz PF

Léo Índio, que frequentava o Palácio do Planalto durante o governo do ex-presidente, mesmo sem ocupar cargo oficial, expressou em conversas interceptadas uma frustração em relação ao clã político.

Ricardo Lélis

23 de janeiro de 2025 às 20:30   - Atualizado às 20:30

Léo Índio é denunciado pela PGR.

Léo Índio é denunciado pela PGR. Foto: Divulgação

Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. 

Mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) indicam um sentimento de ressentimento e "abandono" por parte do clã Bolsonaro, além de alegações de ter sido "deixado fora de tudo".  

Léo Índio, que frequentava o Palácio do Planalto durante o governo Bolsonaro mesmo sem ocupar cargo oficial, expressou em conversas interceptadas uma frustração em relação à família.  

“Infere-se dos diálogos uma espécie de ressentimento por parte do investigado em relação aos seus primos – filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro – notadamente quando sugere falta de reconhecimento por parte do clã Bolsonaro, na oportunidade em que alega ter sido ‘deixado de fora de tudo’”, aponta o relatório final da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).  

O documento também destaca que Léo Índio demonstrou “mágoa” e um certo distanciamento da família, afirmando que “não se sente suficientemente valorizado pelo trabalho que outrora desempenhara”.  

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Léo Índio foi alvo de buscas pela PF em duas ocasiões no âmbito da operação Lesa Pátria, que investiga envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.

Segundo a PGR, há evidências de sua participação nos atos antidemocráticos, incluindo registros e divulgação de imagens em frente ao Congresso Nacional durante as invasões e depredações nas sedes dos Três Poderes.  

“As informações revelam, além disso, que o denunciado também esteve envolvido em outras atividades de cunho antidemocrático, dentre elas as manifestações ocorridas em acampamentos erguidos após as eleições presidenciais de 2022, em frente a unidades militares”, afirmou a PGR na denúncia.  

A denúncia coloca Léo Índio como uma das figuras em investigações que envolvem não apenas os atos de 8 de janeiro, mas também movimentos antidemocráticos anteriores organizados após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022.

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