PDT pode apoiar Raquel Lyra em eleições para o Governo de Pernambuco. Fotos: Divulgação / PSD e Redes Sociais / Lupi
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, admitiu que está aberto para formar alianças para as eleições para o Governo de Pernambuco, inclusive com Raquel Lyra, que tenta a reeleição.
Em entrevista publicada na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, não descarta a possibilidade de apoio a reeleição da governadora, mas, com um porém: espaço para que o partido possa construir seu projeto político em Pernambuco.
Lupi vem negociando os rumos do partido em Pernambuco desde o ano passado, quando passou a presidir o diretório estadual da sigla. Segundo ele, um dos principais pontos em discussão é a disputa por uma vaga ao Senado. O PDT quer garantir espaço em uma chapa competitiva, e negociações com a ex-deputada Marília Arraes (Solidariedade) estão em andamento para que ela dispute o cargo pela legenda.
A possibilidade de Marília ser lançada ao Senado em uma aliança com Raquel Lyra complicaria um cenário já competitivo. A ex-deputada tem pontuado de forma crítica a gestão estadual e historicamente defende o nome do primo João Campos, o que tornaria improvável a presença dela na chapa de Lyra, segundo interlocutores ouvidos por Lupi.
Além dessas articulações, outras lideranças políticas do Estado também buscam espaço para suas candidaturas proporcionais. O deputado federal Túlio Gadêlha (Rede) tem conversado com Lupi visando viabilizar candidaturas tanto para deputados quanto para governador, inclusive do reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes que pretende concorrer pela federação Rede-PSOL.
Esse movimento do PDT ocorre em um momento em que o tabuleiro político pernambucano segue marcado por rivalidades e indefinições. Pesquisas recentes mostram que o prefeito João Campos tem liderado as intenções de voto para governador, mas a governadora Raquel Lyra vem reduzindo a diferença em cenários estimulados, indicando que a disputa pode ser mais equilibrada do que em levantamentos anteriores.
Nas próximas semanas, o PDT deve intensificar conversas com outras legendas e lideranças para desenhar seu projeto eleitoral e definir se a legenda vai compor a base de apoio de uma candidatura majoritária ou buscar fortalecer seu espaço por meio de alianças proporcionais. A escolha do caminho pode influenciar diretamente o desenho das chapas e o equilíbrio das forças na disputa pelo Palácio das Princesas em 2026.
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