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Partido Novo protocola pedido de cassação de Erika Hilton; saiba motivo

A iniciativa foi anunciada pelo deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ),

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14 de março de 2026 às 18:19   - Atualizado às 18:26

Erika Hilton

Erika Hilton Foto: Divulgação

O Partido Novo protocolou um pedido de cassação contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) na Câmara dos Deputados. A iniciativa foi anunciada pelo deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ), que acusa a parlamentar de misoginia após uma publicação feita por ela na rede social X.

A controvérsia teve início depois que Erika Hilton comemorou nas redes sociais sua eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Na postagem, a parlamentar respondeu a críticas sobre o fato de ser uma mulher trans ocupando o cargo.

No texto, Hilton afirmou não se preocupar com críticas e utilizou o termo “imbeCIS”, em referência à palavra “cisgênero”, utilizada para designar pessoas que se identificam com o sexo biológico atribuído ao nascer.

“E não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa”, escreveu a deputada na publicação.

Pedido de cassação apresentado pelo Partido Novo

Para o deputado Luiz Lima, a declaração da parlamentar representa um ataque a mulheres que discordam da sua eleição para presidir a comissão. Segundo ele, o termo utilizado na postagem teria sido direcionado a mulheres cisgênero que criticaram a escolha da deputada para o cargo.

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O parlamentar afirmou que o partido decidiu protocolar um pedido formal de cassação por entender que houve desrespeito e misoginia.

Segundo Luiz Lima, ao usar a expressão com destaque para “CIS” em letras maiúsculas, a publicação faria referência direta a mulheres que se identificam com o sexo biológico feminino.

Ainda de acordo com o deputado, a parlamentar também teria utilizado outra publicação em que criticava opositores e dizia que poderiam “espernear” ou “latir”, o que ele interpretou como ofensa às mulheres que manifestaram discordância.

“Quando uma parlamentar trata as mulheres dessa forma, presidindo uma comissão que deveria defender a mulher, isso é misoginia”, afirmou o deputado.

Debate político e críticas públicas

O parlamentar também afirmou que figuras públicas e autoridades precisam estar abertas a críticas. Em sua argumentação, ele citou uma declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, segundo a qual pessoas que ocupam cargos públicos precisam lidar com críticas e manifestações contrárias.

Além disso, Luiz Lima mencionou comentários feitos pelo jornalista Demétrio Magnoli, que teria criticado a postura da deputada nas redes sociais.

Caso pode ir ao Conselho de Ética

Pedidos de cassação de mandato parlamentar são analisados inicialmente pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Caso a representação seja aceita, pode ser aberta uma investigação interna para avaliar se houve quebra de decoro parlamentar.

Até o momento, não havia manifestação pública da deputada Erika Hilton sobre o pedido de cassação anunciado pelo Partido Novo.

A parlamentar tem sido uma das figuras centrais de debates recentes no Congresso sobre representatividade, direitos da população LGBTQIA+ e políticas voltadas às mulheres.

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