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Nikolas critica condenação de Débora Rodrigues a 14 anos de prisão: "Brasil é dominado por canalhas"

A sentença foi definida com o voto de desempate da ministra Cármen Lúcia, que se alinhou ao relator Alexandre de Moraes e ao ministro Flávio Dino para estabelecer a pena em regime fechado.

26 de abril de 2025 às 11:09   - Atualizado às 11:09

Nikolas Ferreira e Débora Rodrigues.

Nikolas Ferreira e Débora Rodrigues. Foto: ¹ Câmara dos Deputados/ ² Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou na sexta-feira, 25 de abril, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos a 14 anos de prisão. O julgamento foi concluído no plenário virtual da Corte.

Em publicações nas redes sociais, Nikolas lamentou a condenação. “A Débora acaba de ser condenada a 14 anos de prisão por pichar uma estátua com batom. O Brasil é dominado por canalhas. A solução é esperar um presidente dissolver essa corte política, convocar concurso público e eleger novos ministros”, escreveu o parlamentar na plataforma X.

O deputado também criticou o funcionamento das instituições brasileiras. “As instituições no Brasil estão corrompidas. Não tem como esperar de nenhuma delas a solução. Isso inclui o Congresso – onde trabalho”, acrescentou.

A condenação foi decidida com o voto de desempate da ministra Cármen Lúcia, que acompanhou o relator Alexandre de Moraes e o ministro Flávio Dino, formando maioria para fixar a pena em regime fechado. Débora foi considerada culpada por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, ocasião em que pichou a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, localizada em frente à sede do STF.

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) imputou à cabeleireira em cinco crimes: golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. 

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Embate

O deputado Nikolas Ferreira (PL) chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de "covarde" e o presidente da Suprema Corte, Luís Roberto Barroso, de "debochado". As declarações aconteceram durante o ato em defesa da anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no domingo (6), na Avenida Paulista, São Paulo. 

“A que ponto chegamos, ir para rua para dizer o óbvio de que altas penas é para criminosos e não baderneiros. Ditadores de toga, principalmente Alexandre de Moraes, se utilizou do dia 8 para nos amedrontar, se lascou, olha a gente aqui, essa é a resposta para você, seu covarde”, afirmou.

Depois, o parlamentar também criticou Barroso: “Para o debochado do ministro Barroso, que falou “perdeu, mané”. Primeiro, que isso é fala de bandido quando vai roubar alguém. O que você está querendo dizer com isso, Barroso? Que nas eleições de 2022 nós fomos assaltados? Porque, se for isso, fique em paz que daqui um ano e meio tem eleições de novo”.

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