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PGR sobre mandato online de deputado: "função parlamentar não é compatível com trabalho 100% remoto"

Embora o parecer de Gonet se aplique ao caso de Brazão, pode acabar valendo também para o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive fora do país desde fevereiro deste ano.

Ricardo Lélis

03 de outubro de 2025 às 09:41   - Atualizado às 09:48

Eduardo Bolsonaro e Paulo Gonet.

Eduardo Bolsonaro e Paulo Gonet. Fotos: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira, 2 de outubro, que a favor da perda do mandato de deputado que não compareça ao trabalho presencial no Legislativo.

A manifestação do Ministério Público foi em recurso do ex-deputado Chiquinho Brazão, acusado de mandar matar Marielle Franco. Ele perdeu o mandato por estar preso em razão do processo e por isso deixou de comparecer à Câmara.

Embora o parecer de Gonet se aplique ao caso de Brazão, pode acabar valendo também para o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive fora do país desde fevereiro deste ano.

"A função parlamentar não é compatível com trabalho 100% remoto", sustenta Gonet. "O comparecimento físico é a regra, de forma que as exceções devem ser episódicas, motivadas e devidamente regulamentadas", aponta o trecho do parecer.

O documento ainda ressalta que atividades totalmente remotas são aplicáveis apenas a titulares de "altas funções estatais, que têm deveres constitucionais rigorosos".

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Gonet também destacou que, segundo o inciso III do art. 55 da Constituição Federal, "fica determinada a perda do mandato do deputado ou senador que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, a um terço das sessões ordinárias da Casa a que pertencer".

"O dispositivo prevê duas exceções que afastam a medida, mesmo que o limite de faltas seja ultrapassado: o gozo de licença ou o desempenho de missão autorizada".

Eduardo Bolsonaro viajou para os Estados Unidos sob a justificativa de cuidar da saúde e solicitou licença parlamentar Com o fim do período, o deputado acumula faltas nas sessões da Câmara.

Além disso, Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo Filho são alvo de uma investigação da PGR. Na denúncia encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet afirma que ambos articularam "sucessivas e continuadas" tentativas de interferir no julgamento da ação penal da trama golpista.

Chiquinho Brazão

O ex-parlamentar é apontado como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco. Recluso das atividades sociais, Brazão perdeu o mandato por ausências na Câmara.

O condenado chegou a solicitar ao STF que avaliasse a manutenção de seu mandato até seu retorno, mas Gonet destacou que prisão não integra as hipóteses legais para a preservação do cargo.

Estadão Conteúdo

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