Paulo Gonet. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, cometeu uma gafe durante a oitiva do ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira, 23 de maio.
Após fazer uma pergunta a Rebelo e ser contestado pela defesa do ex-ministro, Gonet, sem perceber que o microfone estava aberto, afirmou que "fez cagada" na pergunta.
A situação ocorreu durante audiência que faz parte da ação penal sobre golpe de Estado, da qual Rebelo participa como testemunha do réu Almir Garnier, ex-comandante da Marinha.
Gonet perguntou se Rebelo acreditava que, sem adesão do Exército, a Marinha teria condições de promover condições de ruptura de normalidade institucional.
A defesa de Garnier reclamou do que aquela seria uma pergunta opinativa, baseando-se em uma repreensão do ministro Alexandre de Moraes contra ele que ocorrera momentos antes, por uma pergunta semelhante.
O ministro, então, solicitou que o procurador refizesse o questionamento. Pensando ter o microfone silenciado, o áudio de Gonet escapou.
"Fiz uma cagada", afirmou o procurador.
O depoimento foi marcado por outros momentos tensos. Moraes ameaçou prender o ex-ministro da Defesa após este afirmar que o que Garnier disse sobre "deixar à disposição" do ex-presidente Jair Bolsonaro as tropas em caso de uma tentativa de golpe não poderia ser tomado "literalmente".
"É preciso levar em conta que, na língua portuguesa, usamos a força da expressão", disse Rebelo, que levou repreenda do ministro, e retrucou.
"Se o senhor não se comportar, o senhor vai ser preso por desacato", respondeu o magistrado.
Estadão Conteúdo
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