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Moro: 'Lewandowski foi campeão em soltar presos no STF'

O atual ministro da Segurança Pública afirmou que o Judiciário "muitas vezes é obrigado a soltar criminosos", pois a "polícia prende mal".

Everthon Santos

21 de março de 2025 às 09:55   - Atualizado às 09:55

Sergio Moro e ministro Lewandowski.

Sergio Moro e ministro Lewandowski. Foto: Divulgação

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) criticou as declarações do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, sobre a atuação do Judiciário na liberação de presos. Segundo o parlamentar, falta firmeza por parte do Poder Judiciário na condução dos casos criminais.

A polêmica começou na última quarta-feira, 19 de março, durante a reunião do Conselho Deliberativo da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em Brasília.

Durante seu discurso, Lewandowski afirmou que o Judiciário muitas vezes é obrigado a soltar criminosos porque a polícia “prende mal”.

"É um jargão que foi adotado pela população, que a polícia prende e o Judiciário solta. Eu vou dizer o seguinte: a polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar",, disse o ministro.

As declarações provocaram reações imediatas, principalmente de críticos do Governo Lula. Moro, ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça, rebateu as falas e questionou a postura de Lewandowski.

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O senador utilizou as redes sociais para rebater o ministro. Ele lembrou que, quando ocupava uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), Lewandowski foi um dos magistrados que mais concederam habeas corpus e soltaram presos.

“Falou o ministro que foi campeão em soltar presos no STF. Falta, sim, mais firmeza por parte do Judiciário (não de todos os juízes), além de firmeza do Governo Lula que defende desencarceramento em massa (o que chamam de Pena Justa)”, escreveu Moro nas redes sociais.

— Sergio Moro (@SF_Moro) March 20, 2025

A crítica do parlamentar faz referência a iniciativas do governo federal que, segundo opositores, visam reduzir o número de presos no Brasil. O programa “Pena Justa” tem como objetivo rever penas consideradas desproporcionais e acelerar o julgamento de processos que envolvem réus presos.

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