Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, disse que Jair Bolsonaro "exerceu a função de líder da estrutura criminosa e recebeu ampla contribuição de integrantes do governo federal e das Forças Armadas, utilizando-se da estrutura do Estado brasileiro para implementação de seu projeto autoritário de poder".
"Jair Bolsonaro foi fundamental para reunir indivíduos de extrema confiança do alto escalão do governo federal que integravam o núcleo central da organização criminosa, como Alexandre Ramagem e Anderson Torres. O núcleo central também tinha integrantes militares que ocupavam cargos estratégicos, como Augusto Heleno, Walter Souza Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier", disse.
Segundo o ministro, o "grupo criminoso tomou de assalto as estruturas republicanas para se perpetuar no poder", contando com a "expertise de táticas militares em razão de réus e demais membros integrarem as Forças Armadas, inclusive forças especiais". Disse, ainda, que as funções executadas pelos réus caracterizam a organização criminosa.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, destacou que o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado como líder da organização criminosa que tentou um golpe de Estado em 2022, responde pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, apesar de não estar na invasão às sedes dos Três Poderes.
"Qual o melhor disfarce para o líder de organização criminosa para efetivar o golpe que não conseguiu durante esse tempo todo do que viajar para o exterior? Ah, eu não estava lá. Mas o direito penal prevê a autoria mediata há quase um século. Então, obviamente, quando o soldado da máfia comete um crime a mando o capo da máfia, ele não está lá, o chefe de organização criminosa, mas responde porque ele determinou", ponderou.
"E aqui, claramente, ao se ver barrado da possibilidade de concretizar na prática, o que já havia consumado juridicamente, um golpe de Estado, por que comandantes das Forças Armadas se recusaram, fez uma nova saída. Ou seja, vamos usar o que eu estou dizendo lá de trás. Vamos causar um caos social, invasão em série dos Poderes, e aí o povo chama o meu exército, como se referia ao réu Jair Bolsonaro, chama as minhas forças armadas", completou.
Moraes destacou ainda que, pela primeira vez na história, por não concordar com a sequência de quebra institucional que vinha sendo realizada, a cúpula das Forças Armadas pediu demissão.
"Nunca existiu isso na história republicana brasileira. Na verdade, as condições criadas de desrespeito à democracia, foi exatamente por quê? Para poder alterar o ministro da Defesa e os três comandantes achando que com isso fossem ter adesão. Mas, para o orgulho das nossas Forças Armadas, que merecem todo o respeito e admiração. Para o orgulho das nossas Forças Armadas, dos três, dois comandantes se recusaram. Se recusaram", reforçou
Estadão Conteúdo
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O prazo para realizar essas mudanças segue até o próximo sábado, 25 de abril. A Secretaria de Educação do Estado (SEE) orienta que os beneficiários revisem as informações dentro desse período.
Assim como em outros discursos recentes em sua agenda internacional, o presidente destacou que o mundo registra atualmente a maior quantidade de conflitos desde a 2ª Guerra Mundial.
A troca no posto ocorreu por meio de uma portaria assinada pelo delegado-geral Andrei Rodrigues.
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