Bolsonaro no STF. Foto: Fellipe Sampaio/STF
Nesta terça-feira, 9 de setembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, votou a favor da condenação de Jair Bolsonaro no processo que investiga o plano de golpe de Estado. O julgamento do ex-presidente já completa três dias.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, disse que Jair Bolsonaro "exerceu a função de líder da estrutura criminosa e recebeu ampla contribuição de integrantes do governo federal e das Forças Armadas, utilizando-se da estrutura do Estado brasileiro para implementação de seu projeto autoritário de poder".
"Jair Bolsonaro foi fundamental para reunir indivíduos de extrema confiança do alto escalão do governo federal que integravam o núcleo central da organização criminosa, como Alexandre Ramagem e Anderson Torres. O núcleo central também tinha integrantes militares que ocupavam cargos estratégicos, como Augusto Heleno, Walter Souza Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier", disse.
Segundo o ministro, o "grupo criminoso tomou de assalto as estruturas republicanas para se perpetuar no poder", contando com a "expertise de táticas militares em razão de réus e demais membros integrarem as Forças Armadas, inclusive forças especiais".
Disse, ainda, que as funções executadas pelos réus caracterizam a organização criminosa.
Estadão Conteúdo
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Contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, a Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
No cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, 13% dos entrevistados declararam que votariam em branco, anulariam o voto ou não votariam.
O levantamento foi realizado na modalidade estimulada, na qual os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos candidatos. Além das intenções de voto, 5% dos entrevistados se declararam indecisos.
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