A restrição havia sido imposta depois do ministro do STF apontar o descumprimento de medidas cautelares pelo ex-presidente. A determinação não alcançava compromissos com advogados e atendimentos médicos.
21 de agosto de 2026 às 16:25 - Atualizado às 16:27
A retomada ocorre após o encerramento da suspensão de 30 dias determinada pelo ministro Alexandre de Moraes em julho. Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Antonio Augusto/STF
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) comunicou nesta sexta-feira, 21, ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente voltará a receber visitas durante o período de prisão domiciliar. A retomada ocorre após o encerramento da suspensão de 30 dias determinada pelo ministro Alexandre de Moraes em julho.
A restrição havia sido imposta depois de Moraes apontar o descumprimento de medidas cautelares pelo ex-presidente. A determinação não alcançava compromissos com advogados e atendimentos médicos. Com o fim do prazo, a defesa informou ao STF que os encontros serão novamente agendados de acordo com as regras estabelecidas anteriormente.
Em petição encaminhada à Corte, os advogados afirmaram que os pedidos de visita voltarão a ser encaminhados diretamente ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar. "Transcorrido o referido prazo, cumpre informar, para ciência e registro, que serão retomados os agendamentos de visitas nos moldes anteriormente fixados", registrou a defesa.
A retomada, porém, não inclui o senador Flávio Bolsonaro (PL), que permanece impedido de visitar o pai. A proibição contra o parlamentar foi estabelecida por 90 dias, após a divulgação de uma carta na qual Jair Bolsonaro declarou apoio à candidatura do filho à Presidência da República. Flávio chegou a ler o conteúdo durante uma transmissão pelas redes sociais. Além das restrições de visitas, Bolsonaro continua proibido de realizar manifestações de caráter político-eleitoral, inclusive por intermédio de terceiros, até o encerramento das eleições de outubro.
Estadão Conteúdo
2
3
12:15, 21 Out
29
°c
Fonte: OpenWeather
Levantamento divulgado nesta quarta-feira (21) mostra oscilação de um ponto nos índices de aprovação e desaprovação. A avaliação negativa da gestão caiu para 38%.
O levantamento entrevistou 2.154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A vantagem em favor do senador passou de 2 pontos porcentuais para 1. Com isso, a distância entre os candidatos diminuiu a quatro dias para o segundo turno, que acontece no dia 25 de outubro.
mais notícias
+