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''Lula sempre foi contra a taxa das blusinhas'', afirma Fernando Haddad

Após desgastes na aprovação do governo federal, Lula assinou na terça-feira, 12 de maio, uma Medida Provisória (MP) que zera o imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50

Romildo Lacerda

14 de maio de 2026 às 16:27   - Atualizado às 16:28

Lula e Fernando Haddad.

Lula e Fernando Haddad. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, afirmou na quarta-feira, 13 de maio, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "sempre foi contra" a chamada "taxa das blusinhas". A declaração foi feita a jornalistas após uma roda de conversa na Casa de Portugal, na capital paulista.

Após desgastes na aprovação do governo federal, Lula assinou na terça-feira, 12 de maio, uma Medida Provisória (MP) que zera o imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50 (dólares). A cobrança começou em agosto de 2024, após a aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional. O governo já vinha se mostrando dividido em relação ao tributo, com alguns ministros defendendo o seu fim.

Todo o Congresso Nacional votou a favor e a condição do presidente Lula sancionar era que fosse unânime, e foi unânime a votação no Congresso. Só que, depois que foi aprovado, nenhuma desses atores defendeu a proposta", explicou Haddad.

O ex-ministro disse ainda que o governo passou dois anos tendo de defender uma posição enquanto, segundo ele, setores favoráveis à proposta se omitiram do debate. Na avaliação do ministro, o presidente voltou agora à sua posição original sobre o tema.

Haddad avalia que a retirada da taxa vai "abrir o debate", e que os demais responsáveis pela aprovação da cobrança se omitiram. Segundo ele, o Legislativo e os governadores, além de entes da indústria do comércio, estabeleceram unanimidade em conjunto com o governo federal sobre o imposto.

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"A única pessoa que foi responsável, do ponto de vista do interesse público, foi o presidente da República aqui", continuou o petista. "Sendo contra, deu o braço a torcer na unanimidade dos governadores e congressistas, mas ficou sozinho, ficou isolado na defesa dessa proposta. E tomou a decisão que era sua posição original desde o começo."

Estadão Conteúdo

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