Após desgastes na aprovação do governo federal, Lula assinou na terça-feira, 12 de maio, uma Medida Provisória (MP) que zera o imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50
Lula e Fernando Haddad. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, afirmou na quarta-feira, 13 de maio, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "sempre foi contra" a chamada "taxa das blusinhas". A declaração foi feita a jornalistas após uma roda de conversa na Casa de Portugal, na capital paulista.
Após desgastes na aprovação do governo federal, Lula assinou na terça-feira, 12 de maio, uma Medida Provisória (MP) que zera o imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50 (dólares). A cobrança começou em agosto de 2024, após a aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional. O governo já vinha se mostrando dividido em relação ao tributo, com alguns ministros defendendo o seu fim.
Todo o Congresso Nacional votou a favor e a condição do presidente Lula sancionar era que fosse unânime, e foi unânime a votação no Congresso. Só que, depois que foi aprovado, nenhuma desses atores defendeu a proposta", explicou Haddad.
O ex-ministro disse ainda que o governo passou dois anos tendo de defender uma posição enquanto, segundo ele, setores favoráveis à proposta se omitiram do debate. Na avaliação do ministro, o presidente voltou agora à sua posição original sobre o tema.
Haddad avalia que a retirada da taxa vai "abrir o debate", e que os demais responsáveis pela aprovação da cobrança se omitiram. Segundo ele, o Legislativo e os governadores, além de entes da indústria do comércio, estabeleceram unanimidade em conjunto com o governo federal sobre o imposto.
"A única pessoa que foi responsável, do ponto de vista do interesse público, foi o presidente da República aqui", continuou o petista. "Sendo contra, deu o braço a torcer na unanimidade dos governadores e congressistas, mas ficou sozinho, ficou isolado na defesa dessa proposta. E tomou a decisão que era sua posição original desde o começo."
Estadão Conteúdo
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O MP diz que Amanda "teria utilizado uma narrativa de abusos e situações graves, como supostos maus-tratos por parte de familiares e exploração, para sensibilizar as vítimas".
Para o ministro do STF, a situação evidencia deficiências de transparência e rastreabilidade na destinação dos recursos destinados à promoção de eventos.
Durante o encontro, o ex-ministro destacou a preocupação com os efeitos da medida sobre a cadeia produtiva, que gera milhares de empregos e movimenta a economia em diversas regiões do país.
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