Presidente Lula. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O presidente República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que não vê problema em acabar com as casas de apostas se a regulamentação do setor não der certo.
Em conversa com os senadores Jorge Kajuru (PSB-GO) e Leila Barros (PDT-DF), para o podcast PODK Liberados, o presidente defendeu uma legislação rigorosa para as bets e citou denúncias de manipulação de resultados de jogos de futebol contra atletas brasileiros.
"Não é possível que a gente tenha manipulação na sociedade brasileira", disse Lula na entrevista, que foi gravada na quarta-feira, 6 de novembro, e exibida na RedeTV! e no YouTube na noite deste domingo, 10. "Esses meninos que estão jogando no exterior não têm que entrar em falcatrua. Também está em jogo que tipo de ser humano queremos."
O Google está restringindo desde o dia 30 de outubro, os anúncios de jogos virtuais das empresas de apostas online, as chamadas bets. Com a mudança, apenas as empresas registradas no Ministério da Fazenda poderão fazer anúncios, segundo a atualização da Política de Jogos de Azar do Google Ads, publicada pela companhia em seu site.
"Para veicular anúncios de serviços de apostas esportivas online ou jogos de azar online após 30 de setembro de 2024, os anunciantes devem demonstrar que solicitaram autorização do Ministério da Fazenda do Brasil para operar esses serviços", afirma a empresa.
Segundo o Google, para anunciar serviços após a mudança, os anunciantes deverão "solicitar e obter a certificação" por meio de um formulário.
A decisão da empresa americana de tecnologia de suspender a publicidade das bets sem registro acompanha uma portaria do governo que impedirá, a partir de terça-feira, 1º de outubro, a atuação das bets sem autorização para operar no País.
Ao suspender as bets não autorizadas pelo Ministério da Fazenda, a intenção do Governo Federal é separar companhias sérias do setor daquelas com atuação suspeita, sobretudo as envolvidas em operações policiais.
No final de agosto, o Ministério da Fazenda recebeu 113 pedidos de autorização, de um total de 108 empresas, para atuar no mercado de apostas esportivas no País. Nessa lista, está a Caixa Loterias, subsidiária da Caixa Econômica Federal. O número de solicitações superou as estimativas da equipe econômica, que quase quintuplicou a projeção de arrecadação com o setor neste ano.
No Orçamento de 2024, a estimativa de receita com a regulação dessas apostas é de R$ 728 milhões. Após os pedidos, a Fazenda projetou até R$ 3,4 bilhões, caso todas as interessadas atendam às regras estabelecidas na regulamentação. Em dezembro, o Estadão já havia antecipado que a cifra poderia ultrapassar os R$ 3 bilhões em 2024. Na ocasião, 134 empresas haviam solicitado autorização prévia.
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O levantamento foi feito com 2.010 entrevistados, de forma presencial, nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.
A governadora assinou o contrato na segunda-feira, 17 de fevereiro. O investimento é de R$ 122,9 milhões.
O pastor também afirmou que os bolsonaristas que pedem a saída do presidente "só veem o momento e são pautados pela opinião de redes sociais".
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