Segundo Miller, o presidente francês precisou encerrar a participação do chefe do Executivo brasileiro porque o discurso teria ultrapassado o tempo previsto.
18 de junho de 2026 às 14:47 - Atualizado às 14:49
Conselheiro de Donald Trump, Jason Miller. Fotos: Reprodução/Inastagram/@jasonmillerindc/X
A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um fórum sobre inteligência artificial realizado durante a reunião do G7, na França, foi alvo de críticas do conselheiro de Donald Trump, Jason Miller. Em publicação feita nesta quarta-feira, 17 de junho na rede social X, antigo Twitter, o aliado do presidente norte-americano afirmou que Lula teria demonstrado irritação após ser interrompido durante sua fala no evento.
Segundo Miller, o presidente francês, Emmanuel Macron, precisou encerrar a participação do chefe do Executivo brasileiro porque o discurso teria ultrapassado o tempo previsto. O conselheiro também criticou o conteúdo da apresentação feita por Lula durante o encontro.
“Você soube do que aconteceu hoje no G7? Lula tentou fazer um discurso longo, confuso e prolixo no fórum de IA. Foi tão ruim e Lula estava tão incoerente que Emmanuel Macron teve que intervir e cortá-lo porque ele não parava de falar”, argumentou.
Em seguida, o assessor de Trump voltou a criticar o presidente brasileiro. “Lula ficou chateado, fez um chilique como uma criança e depois se levantou e saiu. Então, sim, Lula é alguém que fala demais”, disse.
As declarações foram feitas por Miller em suas redes sociais. Até o momento, não houve manifestação pública do Palácio do Planalto sobre as afirmações do conselheiro norte-americano.
Durante sua participação no fórum, Lula abordou temas ligados ao avanço da inteligência artificial e à necessidade de regulamentação das plataformas digitais.
O presidente brasileiro afirmou que a participação das grandes empresas de tecnologia é importante para garantir que o ambiente digital seja desenvolvido de forma segura e alinhada ao interesse público. Segundo ele, a criação de regras para o setor é necessária diante da rápida evolução tecnológica observada nos últimos anos.
Em sua apresentação, Lula também utilizou o Pix como exemplo de inovação tecnológica desenvolvida no Brasil. O presidente destacou que o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central contribuiu para ampliar a inclusão financeira e aumentar a eficiência das transações digitais.
De acordo com o petista, a experiência brasileira demonstra como a integração de dados e a utilização de novas tecnologias podem beneficiar a população quando aplicadas de forma adequada.
Ao tratar dos desafios relacionados à inteligência artificial, Lula alertou para a possibilidade de aumento das desigualdades sociais caso o desenvolvimento dessas ferramentas ocorra sem mecanismos de controle e regulação.
O presidente também criticou a concentração de poder econômico nas grandes empresas de tecnologia e defendeu uma governança internacional mais ampla para acompanhar os impactos da transformação digital.
Durante o evento, Lula voltou a defender o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) como espaço de articulação global para discutir temas relacionados à tecnologia, inovação e inteligência artificial. O episódio ganhou repercussão após a publicação de Jason Miller, que utilizou suas redes sociais para comentar a participação do presidente brasileiro no encontro realizado durante a programação do G7.
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