Lula e Trump no G7 Foto: Reprodução
Durante entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, 17 de junho, em Genebra, na Suíça, após sua participação na Cúpula do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reagiu às recentes manifestações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e defendeu que questões eleitorais brasileiras sejam tratadas exclusivamente pelo Brasil.
Ao comentar o tema, Lula foi direto ao afirmar:
Não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições no Brasil são um problema do Brasil, como as eleições americanas são um problema deles, não meu”, afirmou o presidente.
O presidente também aproveitou para elogiar o sistema eleitoral brasileiro e sugeriu que Trump poderia aprender com a experiência do país. “Eu, na próxima vez, vou levar uma urna eletrônica pra mostrar para ele como é que ela funciona”, declarou Lula.
Antes da coletiva, o chefe do executivo federal, já havia feito críticas ao comportamento do líder norte-americano, afirmando que Donald Trump ainda se comporta como um imperador e que “fala muito e ouve pouco”.
Questionado sobre uma possível conversa com o presidente dos Estados Unidos a respeito das tarifas impostas ao Brasil, Lula explicou que não houve encontro bilateral entre os dois líderes durante o evento. Segundo ele, as negociações seguem por outros canais e não é possível manter conversas constantes com todos os chefes de Estado presentes.
Na avaliação do presidente brasileiro, a postura adotada por Trump em relação ao Brasil foi inadequada. “Acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada com o Brasil, ele sabe disso. É por isso que disse que ele ainda continua agindo como imperador”, afirmou.
Lula também relatou ter entregue pessoalmente ao presidente norte-americano um documento relacionado ao combate ao crime organizado. De acordo com ele, o material reforça o compromisso do Brasil com ações de enfrentamento à criminalidade.
Ao explicar a iniciativa, voltou a criticar o estilo de comunicação de Trump. “Entreguei por escrito, porque eu não quero só falar. Porque o presidente Trump fala muito e ouve pouco”, comentou.
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