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Defesa de Bolsonaro afirma que arma estava desativada e precisando de conserto

De acordo a defesa, o ex-presidente da República solicitou reparos no item ao sargento Estácio Filho.

Redação

18 de junho de 2026 às 15:02   - Atualizado às 15:04

Arma registrada em nome de Bolsonaro é apreendida em blitz da PM no Distrito Federal.

Arma registrada em nome de Bolsonaro é apreendida em blitz da PM no Distrito Federal. Foto: Reprodução / Instagram

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) respondeu aos esclarecimentos solicitados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a arma do ex-presidente que foi apreendida em uma blitz de trânsito em Brasília na noite de segunda-feira, 15 de junho.

Os advogados confirmaram que o equipamento pertencia a Bolsonaro. Segundo a defesa, o registro da arma está regular no Sistema de Gerenciamento de Armas do Exército (Sigma). Ainda segundo os advogados, como o ex-presidente está sob tratamento de medicamentos que podem "afetar sua cognição", o equipamento foi desativado "sem seu conhecimento prévio".

De acordo a defesa, ao constatar que a arma estava desativada, Bolsonaro solicitou reparos no item ao sargento Estácio Filho. Os advogados do ex-presidente, porém, não esclareceram em quais circunstâncias o ex-presidente constatou o defeito na arma, nem as razões pelas quais o ex-presidente a manuseou.

"A entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção", afirmaram os advogados de Bolsonaro.

Sargento parado em blitz

Na noite desta segunda-feira, o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho dirigia um veículo oficial da Presidência da República quando foi parado por uma blitz de trânsito em Taguatinga, no norte de Brasília.

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Durante a abordagem, o policial notou a presença de uma pistola no carro. Segundo o policial, ao perceber que a arma havia sido notada, Estácio fechou o vidro de forma "repentina". A pistola foi recolhida, e o militar alegou ter porte autorizado como membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ele afirmou ainda que a arma estaria registrada em sua funcional.

O policial, porém, constatou não haver nenhum registro do equipamento em nome de servidor. Estácio, então, admitiu que a pistola pertencia a Jair Bolsonaro. Segundo o sargento, a arma lhe foi entregue horas antes, com a finalidade de realizar um reparo no percussor.

Já o GSI desmente a alegação do militar e informa que Estácio Filho não integra o quadro de servidores da instituição. O segundo-sargento, na verdade, faz parte de uma equipe de assessores que acompanham o ex-presidente após o mandato presidencial. Esses assessores são treinados pelo GSI, mas não integram o gabinete.

Estadão Conteúdo

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