Pernambuco, 17 de Abril de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Justiça SUSPENDE implementação de escolas CÍVICO-MILITARES em SP

Para o desembargador responsável pela ação, o programa do Governo do estado "parece legislar" sobre diretrizes da educação escolar, o que invade a competência da União.

Ricardo Lélis

07 de agosto de 2024 às 18:04   - Atualizado às 18:09

Tarcísio de Freitas em evento para escolas cívico-militares.

Tarcísio de Freitas em evento para escolas cívico-militares. Tarcísio de Freitas em evento para escolas cívico-militares.

A Justiça de São Paulo suspendeu a implantação do programa Escola Cívico-Militar do governo de São Paulo após pedido de liminar do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp).

A decisão do desembargador Figueiredo Gonçalves prevê a suspensão do programa até que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) sobre o tema. A Secretaria da Educação disse que não foi notificada da decisão e não iria se pronunciar.

No entendimento de Gonçalves, o programa "parece legislar" sobre diretrizes da educação escolar, o que invade a competência da União.

? Entre no nosso grupo de WhatsApp e receba as notícias do Portal de Prefeitura no seu celular

Gonçalves também justifica que policiais militares na reserva serem selecionados como monitores escolares violaria a Carta Política Federal, que estabelece funções próprias dos profissionais - como policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública, sem possibilidade de se atribuir outras atividades.

Ele aponta ainda que os policiais poderiam, eventualmente, ser considerados profissionais da educação escolar, o que também não é permitido, já que a Constituição Federal estabelece que essa categoria deve estar sujeita a plano de carreira e ingressar na área por meio de concurso público.

O desembargador cita que essas normas da Constituição Federal são de reprodução obrigatória nas constituições estaduais.

O programa Escola Cívico-Militar é uma aposta do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que começou a ganhar forma após ser aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em maio.

Com o projeto, as escolas que aderirem ao modelo teriam ao menos um policial militar da reserva como monitor para desenvolver atividades extracurriculares para além das disciplinas tradicionais.

O objetivo do governo estadual é promover uma melhora dos índices escolares a partir do projeto. Esse ponto, porém, tem sido criticado por especialistas em educação, que dizem não haver estudos que mostrem que o modelo cívico-militar promova melhor desempenho acadêmico.

O que diz a ação

Na ação, a Apeoesp sustenta que a lei que criou o programa padece de "vício formal", pela ausência de "competência legislativa concorrente do Estado para tratar sobre diretrizes e bases da educação". "Questões afetas à modalidade de ensino é privativa da União, pela exigência de lei federal que a regule"

O sindicato também alega violação ao princípio do concurso público, "perigo de dano" pela implementação dessa modalidade de ensino, com militares da reserva podendo ser contratados para cuidarem da disciplina nas escolas participantes da iniciativa, e afronta ao direito à educação, já que o modelo de ensino proposto possui componente ideológico que não pode abranger as escolas públicas.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

10:04, 17 Abr

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Júnior Matuto.
Paulista

Justiça manda fechar empreendimento por suspeita de fraude envolvendo ex-prefeito Júnior Matuto

De acordo com o MPPE, um terreno público teria sido concedido de forma irregular a uma empresa ligada a empresário aliado do ex-gestor municipal, que nega irregularidades.

Piso dos professores.
Valorização

STF forma maioria: professores temporários devem receber o Piso Nacional da Educação

Relator Alexandre de Moraes votou a favor da categoria; decisão em repercussão geral impactará redes públicas de todo o país.

Janones e Jair Bolsonaro
Recusado

Justiça nega remoção de vídeo em que Janones chama Bolsonaro de 'vagabundo' e 'ladrão'

O ex-presidente pedia a exclusão do conteúdo no prazo de 24 horas, abstenção de novas publicações de teor semelhante e retratação pública do deputado.

mais notícias

+

Newsletter