Presidente Lula e a primeira-dama Janja Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Apesar de não ocupar um cargo oficial no Governo Lula, a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, exerce uma influência considerável na estrutura administrativa e política do Palácio do Planalto.
Segundo reportagem publicada pelo Estadão, Janja conta com uma equipe informal composta por pelo menos 12 profissionais, incluindo assessores de imprensa, especialistas em redes sociais, fotógrafos e até um ajudante de ordens militar.
De acordo com a matéria, o grupo designado para dar suporte às atividades da primeira-dama gera um custo mensal estimado de R$ 160 mil aos cofres públicos.
Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os gastos com viagens, que incluem transporte pela Força Aérea Brasileira (FAB), somam cerca de R$ 1,2 milhão.
Entre os profissionais que compõem a equipe de Janja estão Neudicléia Neres de Oliveira, conhecida como Neudi, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e assessora especial da Secretaria de Comunicação (Secom). Outra figura de destaque é Brunna Rosa Alfaia, que coordena a Secretaria de Estratégia e Redes da Secom e gerencia as redes sociais oficiais do governo.
A primeira-dama também é acompanhada por fotógrafos como Cláudio Adão dos Santos Souza, que registra suas atividades em eventos e viagens oficiais, e por Juliana Aporta Gaspar, que desempenha funções de assessoria direta. Um dos membros mais peculiares da equipe é Edson Antônio Moura Pinto, capitão do Exército, que atua como ajudante de ordens de Janja.
Os gastos com viagens, em especial os realizados com aeronaves da Força Aérea Brasileira, têm chamado atenção pelo sigilo mantido em relação aos detalhes financeiros. Contudo, a Secom defende que os profissionais que integram a equipe possuem cargos formais e exercem funções previstas nas estruturas institucionais.
Além de sua equipe, Janja também exerce influência política, participando de articulações como a indicação de Maria Helena Guarezi para o Ministério das Mulheres e de Margareth Menezes para o Ministério da Cultura. A primeira-dama também colaborou diretamente com o secretário-geral da Presidência, Wagner Caetano Alves de Oliveira, na organização da posse presidencial em 2023.
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Segundo a publicação de Robson Bonin, um auxiliar do governo Lula disse que a medida seria uma "vingança" de Donald Trump e Elon Musk.
O montante inclui despesas com serviços terceirizados, gasolina, diárias, passagens e aluguéis.
O pedido de abertura de inquérito ocorre em um momento em que a Presidência está sendo alvo de críticas por se recusar a informar, via (LAI), dados públicos sobre ações do Executivo.
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