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Fux rejeita queixa-crime de Michelle Bolsonaro contra Erika Hilton por suposta calúnia e difamação

A deputada federal pelo PSOL, está protegida pela imunidade parlamentar, uma vez que suas declarações estão diretamente relacionadas ao exercício de seu mandato.

Gabriel Alves

25 de outubro de 2024 às 09:29   - Atualizado às 10:05

Erika Hilton, Luiz Fux e Michelle Bolsonaro.

Erika Hilton, Luiz Fux e Michelle Bolsonaro. Fotos: Reprodução. Edição: Portal de Prefeitura

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, rejeitou a queixa-crime apresentada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL) por calúnia e difamação. Segundo Fux, Erika Hilton está protegida pela imunidade parlamentar, uma vez que suas declarações estão diretamente relacionadas ao exercício de seu mandato.

A queixa de Michelle Bolsonaro

Michelle Bolsonaro acionou a Justiça em agosto, após Erika Hilton criticar a concessão do título de cidadã paulistana à ex-primeira-dama em uma cerimônia realizada no Theatro Municipal de São Paulo, em março deste ano. Em uma publicação, Erika disse: “não dá nem pra homenagear Michelle Bolsonaro por nunca ter sumido com o cachorro de outra família, porque literalmente até isso ela já fez”.

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A adoção e devolução do cachorro

A fala de Hilton faz referência a um episódio em que Michelle adotou um cachorro encontrado no Palácio do Planalto, acreditando ser um animal abandonado. Quando o tutor do animal apareceu, Michelle imediatamente devolveu o cão à família.

Antes de recorrer à Justiça, os advogados de Michelle solicitaram à deputada explicações sobre suas declarações, mas Erika Hilton justificou a publicação como uma forma de questionar a honraria concedida à ex-primeira-dama.

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Imunidade parlamentar garantida por Fux

Ao analisar o caso, o ministro Luiz Fux entendeu que a manifestação de Erika Hilton está protegida pela imunidade parlamentar, já que se insere no contexto do exercício de seu mandato. Com essa decisão, a ação de Michelle Bolsonaro contra Erika Hilton foi rejeitada.

STF manda Justiça reabrir investigação sobre suposta transfobia contra Erika Hilton

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou decisão da Justiça Federal de São Paulo que havia arquivado pedido da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para investigar a suposta prática do crime de transfobia em publicações na rede social X (antigo Twitter), em dezembro de 2023. Na decisão, tomada na Reclamação (RCL) 72205, o ministro determinou a continuidade das investigações.

De acordo com os autos, um perfil do X postou a reprodução da capa da Revista Elle View, com uma foto da deputada em destaque. Embora a intenção da postagem fosse exaltar a parlamentar, comentários transfóbicos passaram a dominar a página.

O pedido de investigação formulado pela deputada foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, mas o órgão se manifestou pelo arquivamento do caso.

Para o MPF, a decisão do STF que enquadrou a homotransfobia como crime de racismo é inconstitucional, pois a criminalização de condutas caberia apenas ao Poder Legislativo. Portanto, os fatos narrados não configurariam crime. A Justiça Federal homologou o pedido de arquivamento.

No STF, a defesa da deputada aponta afronta à decisão do Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26 e no Mandado de Injunção (MI) 4733.

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