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Fraude no INSS: Polícia Federal apreende cadernos com registros de propinas

A apreensão ocorreu durante a "Operação Sem Desconto", deflagrada no dia 23 de abril, que investiga descontos indevidos em benefícios pagos a milhares de aposentados e pensionistas.

Isabella Lopes

07 de maio de 2025 às 17:31   - Atualizado às 20:11

Presidente Lula preocupado e fachada do INSS.

Presidente Lula preocupado e fachada do INSS. Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e reprodução.

A Polícia Federal apreendeu cadernos com registros que, segundo os investigadores, revelam a partilha de propinas em um esquema de fraudes no INSS.

A apreensão ocorreu durante a "Operação Sem Desconto", deflagrada no dia 23 de abril, que investiga descontos indevidos em benefícios pagos a milhares de aposentados e pensionistas.

De acordo com apurações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), os descontos indevidos podem ter alcançado a marca de R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024.

Cadernos com registros suspeitos foram localizados em Brasília, no escritório de Antonio Carlos Camilo Antunes — conhecido como “Careca do INSS” — apontado como lobista e articulador do esquema. A existência desses documentos foi revelada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e confirmada pelo portal g1.

Entre as anotações, constavam menções como “Virgilio 5%” e “Stefa 5%”. A principal hipótese dos investigadores é de que essas indicações representem repasses de valores feitos por Antunes ao ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Oliveira Filho, e ao ex-presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto.

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A Justiça Federal afastou em abril dois servidores envolvidos em um esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Na última semana, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), deixou o cargo após a revelação do escândalo.

Segundo as investigações, entidades como sindicatos e associações fraudavam assinaturas de beneficiários para vinculá-los sem consentimento, possibilitando descontos mensais indevidos diretamente na folha de pagamento do INSS. Embora permitidos por lei desde 1991, esses descontos exigem autorização expressa do segurado.

Perícias já confirmaram o uso de documentos falsificados em associações investigadas em Sergipe. A Polícia Federal estima que cerca de 4 milhões de pessoas possam ter sido afetadas, mas o número exato ainda é desconhecido. O governo federal prepara um plano de ressarcimento às vítimas, que deverá ser feito por meio dos próprios benefícios.

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