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COI veta participação de atletas transgênero nas Olimpíadas e adota exame genético único

Nova política de elegibilidade limita categoria feminina a mulheres biológicas e restringe participação de atletas com DSD, como Caster Semenya.

Portal de Prefeitura

26 de março de 2026 às 13:14   - Atualizado às 13:20

Participação de trans em esportes femininos

Participação de trans em esportes femininos Foto MOntagem/Portal de Prefeitura

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, nesta quinta-feira (26), uma mudança histórica em seus protocolos de competição. A partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, atletas transgênero estarão oficialmente excluídas das categorias femininas. A decisão, tomada após reunião do conselho executivo, alinha a entidade à ordem executiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a preservação dos esportes femininos.

A nova regra é taxativa: a elegibilidade para qualquer evento feminino, seja em esportes individuais ou coletivos, está restrita a "mulheres biológicas". O critério definitivo será um exame genético único para identificar o gene SRY, marcador ligado ao desenvolvimento de características sexuais masculinas.

"Justiça, Segurança e Integridade"

Em documento de 10 páginas, o COI justificou a medida como uma forma de proteger a "justiça, a segurança e a integridade" das competições femininas. Segundo a presidente do conselho, Kirsty Coventry, a intenção foi estabelecer uma política clara e universal, encerrando o período em que cada federação esportiva (como as de atletismo, natação e ciclismo) criava suas próprias normas de forma independente.

A medida também atinge atletas com Diferenças no Desenvolvimento Sexual (DSD), como a bicampeã olímpica Caster Semenya. A restrição para competidoras com condições médicas que geram níveis naturalmente elevados de testosterona ou características biológicas diversas passa a ser mais rígida, seguindo o padrão genético agora estabelecido.

O Contexto de Paris 2024 e o Futuro

A discussão sobre a participação de mulheres trans no esporte de alto rendimento ganhou força nos últimos ciclos. Embora nenhuma mulher transgênero tenha competido nos Jogos de Paris 2024, a pressão política e de associações de atletas biológicas acelerou a definição de um padrão para o próximo quadriênio.

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Antes desta decisão do COI, modalidades como o atletismo e a natação já haviam proibido a participação de mulheres trans que passaram pela puberdade masculina. Agora, com a chancela do Comitê Olímpico, a regra torna-se o padrão ouro para todas as modalidades que compõem o programa olímpico.

Impacto Político e Social

A decisão ocorre em um momento de forte debate nos Estados Unidos, país sede dos próximos Jogos de Verão. O alinhamento com a postura da Casa Branca indica uma coordenação entre a diplomacia esportiva e o país anfitrião. Por outro lado, a medida deve enfrentar críticas de organizações de direitos humanos e coletivos LGBTQIA+, que veem na exclusão total um retrocesso na inclusão esportiva.

Com a publicação do novo documento de política, o COI espera encerrar a insegurança jurídica que cercava o tema, embora a implementação do exame genético obrigatório prometa ser um dos pontos mais debatidos pela comunidade médica e esportiva até a cerimônia de abertura em julho de 2028.

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