Pernambuco, 25 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Dino acompanha Moraes e vota para condenar Bolsonaro e outros sete réus

A sessão de julgamento foi suspensa e será retomada na quarta-feira, às 9 horas, com o voto do ministro Luiz Fux.

Fernanda Diniz

09 de setembro de 2025 às 17:32   - Atualizado às 17:43

Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal.

Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal. Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou nesta terça-feira, 9, o relator, Alexandre de Moraes, para condenar o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado.

Mas Dino fez ressalvas em relação a três dos réus que ele considera que tiveram uma participação menor na trama golpista: o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa. Dino entende que as penas devem ser menores para eles.

A sessão de julgamento foi suspensa e será retomada na quarta-feira, às 9 horas, com o voto do ministro Luiz Fux.

A expectativa é que Fux apresente alguma divergência em relação à pena. Isso porque ele e Cristiano Zanin já defenderam, em julgamentos anteriores sobre a trama golpista, penas menores para os réus.

Já Cármen Lúcia, de acordo com advogados, deve acompanhar Moraes na íntegra.

Veja Também

A principal aposta das defesas é que dois dos crimes (abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado) devem absorver um ao outro e que as penas não podem ser somadas.

Dino refutou essa hipótese nesta terça. Mas a tese tem simpatia de Fux, que indicou que poderia votar nesse sentido quando a Primeira Turma recebeu a denúncia da PGR, em março.

Mais cedo, Moraes votou pela condenação dos oito réus. A calibragem das penas será discutida apenas depois do julgamento do mérito, caso haja condenação.

Essa definição está prevista para o último dia de julgamento, na sexta-feira, 12.

Diferenças

No seu voto, o ministro Flávio Dino expôs uma divergência em seu voto em relação ao do ministro Alexandre de Moraes ao dizer que houve "níveis de culpabilidade" diferentes entre os réus da ação penal de tentativa de golpe de Estado.

Segundo Dino, o ex-presidente da República e o general Walter Braga Netto têm uma culpabilidade "bastante alta", mas indicou que aplicaria penas mais leves aos generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira e ao deputado Alexandre Ramagem.

"Não se cuida de fazer a dosimetria, mas adianto às partes, ao Ministério Público que os níveis de culpabilidade são diferentes E mais, essa não é uma divergência propriamente, mas uma diferença: em relação aos réus Jair Bolsonaro e Braga Netto, não há dúvida de que a culpabilidade é bastante alta, e portanto a dosimetria deve ser congruente com o papel dominante que elas exerciam. Do mesmo modo, digo que a culpabilidade é alta em relação a Anderson Torres, Almir Garnier e Mauro Cid, sendo que, em relação a Mauro Cid, há os benefícios atinentes à colaboração premiada. Contudo, e essa é a diferença para a reflexão dos pares, em relação a Paulo Sérgio, Augusto Heleno e Alexandre Ramagem, considero que há uma participação de menor importância", disse Dino.

O ministro afirmou que Ramagem "saiu do governo em março de 2022, portanto tem uma menor eficiência causal em relação aos eventos que se sucederam".

No caso de Heleno, Dino disse que "chamou a atenção que ele não participa das reuniões, ele não está nas reuniões".

"Se foi por conta do Centrão, por conta de problemas pessoais, políticos, pouco importa. É um juízo objetivo", declarou.

Quanto a Paulo Sérgio, Dino afirmou que chegou a cogitar que houve "desistência" por parte do ex-ministro da Defesa - ou seja, de que ele teria se arrependido de um crime, por exemplo.

"Mas não está claro o que aconteceu no dia 14 de dezembro quanto à desistência ser por vontade própria. O que está mais claro é que foram fatores alheios à sua vontade, ou seja, a não aquiescência do brigadeiro Baptista Júnior e do general Freire Gomes, que o levaram à frustração do intento de subscrição do documento (minuta golpista). Mas considero relevante que ele tentou demover (Bolsonaro da ideia golpista) na hora derradeira", declarou o ministro do STF.

Segundo Dino, "Bolsonaro e Braga Netto eram quem de fato tinham domínio de todos os eventos que estão narrados nos autos e as ameaças aos ministros (Luís Roberto) Barroso, (Luiz) Fux, (Edson) Fachin, Alexandre (de Moraes) e à instituição".

Estadão Conteúdo 
 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

07:44, 25 Ago

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Prefeito Carlos Santana e todos os vereadores de Ipojuca confirmam apoio à reeleição de Raquel Lyra
Reforço

Prefeito Carlos Santana e todos os vereadores de Ipojuca confirmam apoio à reeleição de Raquel Lyra

O encontro que marcou a aliança contou com a presença da deputada estadual Simone Santana, do candidato ao Senado pela Coligação Pernambuco de Coração, Eduardo da Fonte.

Urna Eletrônica.
Medida

Eleições 2026: 173 seções eleitorais em Pernambuco são alteradas; confira mudanças

Mudanças atingem 29 municípios do estado e foram feitas principalmente por causa de reformas e interdições nos locais originais.

.Eduardo da Fonte e Felipe Andrade.
Articulação

Felipe Andrade, vice-prefeito de Paulista, declara apoio à candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado

A definição ocorreu após uma reunião na sede do Partido Progressistas (PP), na Zona Sul do Recife.

mais notícias

+

Newsletter