Gleide Ângelo, Eduardo e Lula da Fonte Foto: Divulgação
Nesta quinta-feira, 12 de março, a deputada estadual Gleide Ângelo se filiou à Federação União Progressista. A ficha de filiação foi assinada pelo presidente da federação em Pernambuco, deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP), e pelo deputado federal e segundo secretário da Câmara dos Deputados, Lula da Fonte (PP/UP).
Um dos desafios colocados para a deputada pelo União Progressista é a construção de um plano de governo, a partir do Conselho em Defesa das Mulheres, com propostas para enfrentar os altos índices de violência contra as mulheres em Pernambuco.
Em 2025, o estado registrou o maior número de mortes decorrentes de violência contra a mulher entre os nove estados analisados pela Rede de Observatórios da Segurança. Gleide Ângelo terá autonomia para definir os pontos prioritários do trabalho e apresentar medidas que contribuam para retirar Pernambuco dessa posição.
A deputada tem longa trajetória na defesa das mulheres. É delegada da Polícia Civil de Pernambuco e, em 2018, se tornou a deputada estadual mais votada da história. Desde então, mantém um mandato voltado à segurança pública e à proteção das mulheres.
De acordo com Eduardo da Fonte, a parlamentar também terá autonomia para definir seus posicionamentos políticos e apoiar o presidente e o(a) governador(a) que considerar mais adequados para Pernambuco e para o fortalecimento das suas pautas prioritárias.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou uma norma que proíbe, de 72h antes até 24h depois das eleições, a circulação de quaisquer conteúdos sintéticos novos produzidos ou alterados por inteligência artificial (IA) ou tecnologias equivalentes que modifiquem voz ou imagem de candidato ou de pessoa pública, ainda que rotulados.
Segundo o relator, Kassio Nunes Marques, o objetivo é "excluir surpresas indesejadas no período mais crítico do processo eleitoral". A regra foi aprovada por unanimidade.
A resolução também prevê que as plataformas digitais terão responsabilidade solidária (devem pagar multas ou sofrer outras sanções) caso não removam, de forma imediata, conteúdos e contas durante o período eleitoral em caso de materiais sintéticos que não estejam devidamente rotulados ou violem as demais vedações.
Outra alteração aprovada nesta segunda-feira, 2, foca na violência política contra candidatas mulheres, proibindo a criação ou alterações em fotos e vídeos que contenham cenas de sexo, nudez ou pornografia.
"Misoginia digital ou não jamais será tolerada nesta Justiça especializada".
O TSE também aprovou regra que determina o banimento de perfis de redes sociais falsos, apócrifos ou automatizados sempre que houver prática reiterada de condutas que possam comprometer a integridade do processo eleitoral. Nunes Marques endureceu a norma em relação ao texto preliminar, divulgado em 19 de janeiro, que restringia a suspensão de perfis a usuários comprovadamente falsos (como perfis automatizados ou robôs) ou cujas publicações estivessem voltadas ao cometimento de crime.
As resoluções aprovadas nesta segunda-feira, 23, também determinam a criação, junto com as plataformas digitais, de um "plano de conformidade" para prevenir e mitigar riscos à integridade do processo eleitoral e garantir o cumprimento das obrigações previstas nas resoluções.
Nunes Marques disse que a resolução foi "fruto de um trabalho verdadeiramente coletivo". Nas minutas divulgadas em janeiro, o ministro havia mantido para a IA as mesmas regras de 2024, que vedam a publicação de deepfakes e exigem a rotulagem de conteúdos criados com auxílio de IA.
O TSE realizou audiências públicas e recebeu 326 sugestões de alterações sobre propaganda eleitoral - o segundo maior número de contribuições, de acordo com Nunes Marques. Ao todo, foram 1 423 contribuições da sociedade.
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