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Delator de Lulinha diz ao STF que corre risco de vida e pede proteção policial

Ministro autorizou medidas de segurança, mas negociação com a Polícia Federal ainda não avançou.

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11 de março de 2026 às 21:07   - Atualizado às 21:12

Presidente Lula com o seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Presidente Lula com o seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

O principal delator de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou ao Supremo Tribunal Federal que corre risco de vida e solicitou proteção policial do Estado. Apesar da autorização judicial, a medida ainda não foi implementada.

A solicitação foi analisada pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte. Ele autorizou a adoção de medidas de segurança, mas, segundo relatos, as negociações com a Polícia Federal não avançaram até o momento.

Acusações feitas pelo delator

Em depoimentos prestados à Polícia Federal em 2025, o delator afirmou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes teria pago mesadas a Lulinha em troca de acesso a órgãos da área de saúde do governo federal para a venda de produtos ligados ao canabidiol.

As defesas de Lulinha e de Antunes negam as acusações.

Segundo os advogados da testemunha, as declarações foram prestadas no âmbito da Operação Sem Desconto, considerada uma das frentes de apuração relacionadas ao caso.

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Pedido de proteção ao STF

Em fevereiro deste ano, a defesa apresentou uma petição ao STF argumentando que o delator passou a enfrentar riscos após prestar depoimento às autoridades.

De acordo com o documento, houve vazamentos de informações relacionadas às declarações prestadas, além da circulação de imagens do delator e de familiares nas redes sociais.

Os advogados afirmam que a proteção é necessária para preservar a integridade física e psicológica da testemunha e garantir a continuidade das investigações.

Impasse com a Polícia Federal

O delator relatou ainda que recebeu oferta para ingressar em um programa oficial de proteção a testemunhas, mas considerou as exigências muito restritivas.

Esses programas podem incluir medidas como mudança de endereço, preservação de identidade e restrições de contato com pessoas próximas.

A defesa argumenta que seria possível adotar alternativas menos rígidas, como reforço pontual de segurança e ampliação do sigilo de dados.

Fontes da Polícia Federal, porém, afirmam que o órgão segue os modelos previstos em lei e não negocia formatos específicos de proteção fora dos programas oficiais.

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