A expectativa é que o avanço da matéria na Comissão de Constituição e Justiça fortaleça a segurança jurídica e a valorização dos profissionais em todo o país.
Resolução do Cofen autoriza enfermeiros a prescrever medicamentos, incluindo antibióticos, dentro de protocolos de saúde. Foto: Freepik
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 19/2024 foi incluída na pauta da Comissão de Constituição e Justiça, reforçando o avanço das discussões sobre a valorização da enfermagem no país. A proposta estabelece a vinculação do piso salarial nacional a uma jornada máxima de 30 horas semanais, além de prever a recomposição inflacionária dos valores.
Em março, o senador Fabiano Contarato(PT-ES) apresentou relatório sobre a proposta na comissão, com previsão de reajuste anual do piso salarial, em percentual não inferior à inflação, além de estabelecer sua aplicação com base em uma jornada de 36 horas semanais. Atualmente, o piso nacional considera a carga horária de 44 horas semanais.
A construção da proposta é resultado de um amplo processo de articulação, liderado pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, com participação ativa da categoria, inclusive por meio de consulta pública. A expectativa é que o avanço da matéria na Comissão de Constituição e Justiça fortaleça a segurança jurídica e a valorização dos profissionais de enfermagem em todo o país.
O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou mais uma vez o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7222, que trata da constitucionalidade do Piso Salarial Nacional da Enfermagem. O processo, que estava previsto para ser retomado esta semana, foi retirado do plenário virtual após novo pedido de vista, estendendo a paralisação por até 90 dias.
Com a decisão, a indefinição sobre o piso salarial se prolonga, deixando milhares de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem em situação de incerteza em todo o país. A ADI 7222 é considerada essencial para consolidar a segurança jurídica do piso e garantir a valorização da categoria, que já possui o direito formalmente reconhecido em lei, mas ainda enfrenta disputas judiciais.
A demora no julgamento impacta diretamente a remuneração e o planejamento financeiro dos profissionais, além de influenciar a estabilidade do sistema de saúde. Especialistas alertam que a falta de definição pode afetar a retenção de trabalhadores qualificados e, consequentemente, a qualidade do atendimento à população.
O Piso Salarial Nacional da Enfermagem surgiu após anos de mobilização e debates políticos, intensificados durante a pandemia de Covid-19, período em que os profissionais se destacaram na linha de frente do atendimento à população. O objetivo do piso é garantir remuneração mínima que reflita a importância da função e valorize o trabalho desses profissionais essenciais.
A expectativa é que, após o período de até 90 dias, o STF retome a análise da ADI 7222 e defina de forma definitiva o piso salarial da enfermagem. A medida deve trazer segurança jurídica, estabilidade financeira e reconhecimento profissional a milhares de trabalhadores da saúde em todo o país.
A definição do piso salarial é vista como um passo fundamental para consolidar direitos já garantidos por lei e assegurar condições mais justas de trabalho para a categoria, impactando diretamente a qualidade dos serviços de saúde no Brasil.
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