29 de março de 2024 às 15:24
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro negou que ele tenha se hospedado na embaixada da Hungria, durante o feriado de carnaval, para pedir asilo político ao país europeu. Segundo os advogados de Bolsonaro, essa tese é ilógica.
A justificativa foi apresentada na última quarta-feira, 27 de março, ao Supremo Tribunal Federal.
A defesa afirmou ainda que não existia nenhuma preocupação com a possibilidade de uma prisão preventiva e seria contraditório alegar que a visita a embaixada de um país estrangeiro configurasse um pedido de fuga.
Os advogados disseram ainda que o ex-presidente sempre manteve interlocução com autoridades húngaras e rechaçou ilações sobre um eventual pedido de asilo diplomático, alegando que seriam equivocadas quaisquer conclusões decorrentes da matéria veiculada pelo jornal The New York Times.
Na última segunda-feira, o jornal norte-americano publicou vídeos que mostram Jair Bolsonaro hospedado da embaixada da Hungria entre 12 e 14 de fevereiro deste ano.
Dia antes, o STF tinha determinado a apreensão do passaporte do ex-presidente, em uma ação que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após os resultados das eleições de 2022.
Pelas regras internacionais, a área de uma embaixada é inviolável pelas autoridades locais. Dessa forma, Bolsonaro estaria imune a um eventual cumprimento de um suposto mandado de prisão.
Após a divulgação do fato, o embaixador da Hungria no Brasil, Miklos Halmai, foi convocado a prestar esclarecimentos ao Itamaraty.
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